A Operação Energia Limpa registrou 146 prisões por furto de energia elétrica em Mato Grosso entre janeiro e junho de 2026. O número já é 18% maior que o contabilizado durante todo o ano de 2025, quando 124 pessoas foram presas.
Em 2024, a operação havia registrado 58 prisões no estado.
Segundo a Energisa, responsável pelas fiscalizações em parceria com as forças de segurança pública, o aumento está relacionado à intensificação das ações de combate às ligações clandestinas e adulterações em medidores.
A concessionária informou que passou a utilizar ferramentas de inteligência, monitoramento permanente da rede elétrica e dados fornecidos por denúncias da população para identificar possíveis irregularidades.
Fiscalizações
As inspeções são definidas com base em análises técnicas do consumo de energia. Os dados podem apontar mudanças consideradas incompatíveis com o histórico de consumo de imóveis residenciais ou comerciais.
Quando uma irregularidade é confirmada, os responsáveis são encaminhados à autoridade policial. Conforme a situação identificada, eles podem responder por furto de energia ou adulteração do medidor.
“Os números mostram que as estratégias de combate ao furto de energia estão cada vez mais assertivas. Estamos ampliando nossa capacidade de identificar fraudes e atuando de forma integrada com as forças de segurança”, afirmou Maria Luisa Xavier, supervisora de Combate a Perdas da Energisa.
Riscos à população
Além de ser crime, o furto de energia pode comprometer a qualidade e a segurança do fornecimento elétrico.
Segundo a concessionária, ligações clandestinas podem provocar sobrecarga na rede, oscilações de tensão e interrupções no serviço.
A prática também aumenta o risco de choques elétricos, incêndios, acidentes graves e danos a aparelhos eletrônicos.

