
Amigos e familiares de Gabriel Correia Sabatine, de 20 anos, realizaram uma manifestação neste domingo (1º) em Sapezal, a cerca de 500 quilômetros de Cuiabá, cobrando justiça pela morte do jovem, vítima de um atropelamento ocorrido na noite de sábado (31).
A mobilização aconteceu em frente à residência do motorista apontado como responsável pelo acidente. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram dezenas de pessoas reunidas no local com cartazes e palavras de ordem pedindo responsabilização pelo caso. Em outro momento, motociclistas percorreram ruas da cidade em um cortejo marcado por buzinaços em homenagem à vítima.
O protesto ocorreu após a Justiça conceder liberdade provisória a José Lázaro Schneider, preso em flagrante após o acidente. Conforme decisão judicial, a soltura foi condicionada ao pagamento de fiança no valor de R$ 16.210, equivalente a dez salários mínimos, além do cumprimento de medidas cautelares, entre elas o comparecimento mensal em juízo, a proibição de frequentar bares e estabelecimentos semelhantes e a suspensão do direito de dirigir.
De acordo com o boletim de ocorrência, Gabriel pilotava uma motocicleta quando foi atingido por uma caminhonete Toyota Hilux nas proximidades do CTG de Sapezal. O jovem não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
Após a colisão, segundo a Polícia Militar, o motorista deixou a cena sem prestar socorro à vítima. Ele foi localizado posteriormente em sua residência. Os policiais relataram que o encontraram escondido sob um edredom. Submetido ao teste do bafômetro, o resultado apontou 0,86 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões, índice considerado crime de trânsito pela legislação brasileira.
Ao analisar o caso, o juiz Luiz Guilherme Carvalho Guimarães destacou que a prisão em flagrante foi legal, mas observou que não houve pedido de prisão preventiva por parte da Polícia Civil nem do Ministério Público. Segundo o magistrado, a legislação atual impede a decretação da prisão preventiva de ofício pelo Judiciário nessas circunstâncias.
A decisão também levou em consideração fatores como a primariedade do investigado, residência fixa e ocupação lícita. O caso segue sendo investigado pelas autoridades competentes.
A morte de Gabriel causou grande comoção em Sapezal, e familiares e amigos afirmam que continuarão acompanhando o andamento do processo em busca de justiça.
NORTÃO MT








