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segunda-feira, 1, junho, 2026

Cesta básica atinge R$ 919 e registra décimo aumento consecutivo na Capital de MT

O preço da cesta básica em Cuiabá voltou a subir e alcançou um novo recorde na última semana de maio. Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), o custo médio dos produtos essenciais chegou a R$ 919,21, registrando alta de 0,63% em relação à semana anterior.

Este é o décimo aumento consecutivo identificado pelo levantamento, mantendo a cesta básica acima da marca dos R$ 900 e ampliando o impacto no orçamento das famílias cuiabanas.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento é ainda mais expressivo. O valor atual está 11,17% acima dos R$ 826,83 registrados em maio de 2025.

De acordo com o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, a sequência de reajustes preocupa devido à redução do poder de compra da população.

“A permanência da cesta básica acima da faixa de R$ 900 e em trajetória de alta durante os últimos dois meses intensifica a perda do poder de compra das famílias, sobretudo em um cenário de elevação anual expressiva dos alimentos”, destacou.

Entre os itens que mais contribuíram para a alta está o feijão, que registrou aumento de 5,06% na semana, atingindo o preço médio de R$ 8,58 por quilo. Conforme análise do IPF-MT, a redução da área plantada e a baixa qualidade dos grãos disponíveis no mercado têm influenciado a elevação dos preços. Em relação ao ano passado, o produto acumula alta de quase 40%.

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O arroz também apresentou aumento significativo, com valorização de 3,09%, chegando ao custo médio de R$ 5,25 por quilo. A menor área cultivada e as incertezas climáticas são apontadas como fatores que contribuíram para a pressão sobre os preços. Apesar disso, o produto ainda custa 13,34% menos do que no mesmo período de 2025.

Outro item que apresentou reajuste foi a manteiga. O produto teve alta de 1,55% e passou a custar, em média, R$ 33,97 a embalagem de 500 gramas. O aumento está relacionado à elevação dos custos de produção e ao preço da matéria-prima utilizada na fabricação.

Para Wenceslau Júnior, a alta simultânea do arroz e do feijão merece atenção por se tratar de produtos essenciais na alimentação dos brasileiros.

“A elevação simultânea nos preços do arroz e do feijão reforça a pressão sobre o custo da alimentação básica, especialmente diante das restrições de oferta e das incertezas climáticas que vêm impactando a produção desses itens essenciais”, afirmou.

O levantamento aponta que, mesmo com algumas oscilações pontuais entre os produtos, o custo da alimentação básica segue em trajetória de crescimento, exigindo maior planejamento financeiro das famílias diante do aumento contínuo dos preços.

NORTÃO MT

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