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terça-feira, 2, junho, 2026

Diretor deixa comando do Hospital Regional de Sinop durante transição para consórcio de municípios

O início do processo de transferência da gestão do Hospital Regional Jorge de Abreu, em Sinop, já trouxe mudanças na administração da unidade. O diretor-geral Jean Carlos Alencar anunciou sua saída do cargo nesta segunda-feira (1º), marcando uma das primeiras alterações durante a fase de transição para o Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires (CPSVTP).

A entidade, composta por prefeitos de 16 municípios da região norte de Mato Grosso, assumirá gradativamente a gestão do hospital em um processo que deve durar entre dois e quatro meses. A mudança foi autorizada pelo Governo do Estado e tem como objetivo ampliar a estrutura e os serviços oferecidos pela unidade.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, Jean Carlos informou que a decisão de deixar a função partiu dele próprio. Após mais de seis anos à frente do hospital, o gestor agradeceu aos servidores e destacou os desafios enfrentados e os avanços conquistados ao longo de sua trajetória.

Na mensagem, ele ressaltou o trabalho realizado em conjunto com as equipes da unidade e também agradeceu aos profissionais da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) pela parceria durante o período em que esteve no comando do hospital.

A transferência da administração para o consórcio, no entanto, tem gerado debates e questionamentos. Uma ação protocolada na Justiça de Mato Grosso contesta os critérios utilizados para a mudança e levanta dúvidas sobre a experiência do CPSVTP na gestão de hospitais públicos.

Representantes do consórcio confirmaram que a entidade nunca administrou diretamente uma unidade hospitalar. Apesar disso, argumentam que o grupo já possui experiência na realização de compras compartilhadas, contratação de serviços e gestão de demandas da saúde para os municípios consorciados.

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Segundo o modelo definido pelo Governo do Estado, o consórcio ficará responsável pela administração do hospital, enquanto a regulação dos pacientes continuará sendo realizada pelo Estado.

A expectativa é que a nova gestão amplie a capacidade da unidade. O projeto prevê o aumento do número de leitos, passando dos atuais 98 para 158, além da expansão de especialidades médicas como urologia, cirurgia pediátrica e cirurgia oncológica.

Outra mudança prevista envolve os profissionais que atualmente atuam no hospital. De acordo com o consórcio, a alteração da gestão exigirá novos processos seletivos para contratação dos trabalhadores, em razão da mudança do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) responsável pela unidade.

Mesmo diante das discussões judiciais, o Governo de Mato Grosso garante que a transição ocorrerá sem interrupções nos atendimentos prestados à população da região.

NORTÃO MT

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