
Quando o assunto é clima, a maioria das pessoas associa as diferenças de temperatura apenas às massas de ar ou às chuvas. Mas um fator geográfico tem influência direta na rotina dos moradores e no desempenho das lavouras do Norte de Mato Grosso: a altitude.
Entre as principais cidades da região, a diferença de altitude ultrapassa 200 metros. Enquanto Ipiranga do Norte e Nova Mutum estão entre os municípios mais elevados, com áreas próximas dos 470 e 480 metros acima do nível do mar, cidades como Juara e Alta Floresta ocupam áreas mais baixas, abaixo dos 300 metros.
Na prática, essa diferença altera a temperatura, a circulação dos ventos, a formação de neblina, o conforto térmico e até mesmo o comportamento das culturas agrícolas.
Segundo especialistas em climatologia, a regra geral é simples: quanto maior a altitude, menor tende a ser a temperatura média. Em condições normais, a temperatura diminui aproximadamente 0,6°C a cada 100 metros de elevação.
Isso ajuda a explicar por que municípios localizados nos chapadões do médio-norte, como Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Ipiranga do Norte, costumam registrar madrugadas mais amenas durante o período seco em comparação com cidades situadas em áreas mais baixas da Amazônia mato-grossense.

Impacto direto no agronegócio
A altitude também influencia a agricultura. Regiões mais elevadas costumam apresentar melhor circulação de ar e menor permanência de umidade em determinadas épocas do ano, fatores que podem contribuir para reduzir a pressão de algumas doenças fúngicas nas lavouras.
Além disso, temperaturas ligeiramente mais baixas podem favorecer o desenvolvimento de culturas como soja, milho e algodão em determinadas fases do ciclo produtivo.
Por outro lado, áreas mais baixas geralmente apresentam temperaturas mais elevadas, maior evaporação e maior demanda hídrica das plantas, exigindo atenção redobrada dos produtores rurais.

Onde estão as cidades mais altas
Entre os municípios analisados, Ipiranga do Norte aparece entre os mais elevados do Nortão, com cerca de 470 metros de altitude. Nova Mutum também se destaca pelos terrenos mais altos da região.
Já Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde e Nova Ubiratã estão localizados em uma faixa intermediária, entre 360 e 400 metros.
Nas menores altitudes aparecem Juara e Alta Floresta, situadas em áreas de transição para a Amazônia, onde o relevo é menos elevado e as temperaturas tendem a ser mais altas ao longo do ano.

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Clima, produção e qualidade de vida
A altitude não determina sozinha o clima de uma cidade, mas exerce papel importante quando combinada com fatores como vegetação, relevo, regime de chuvas e proximidade de áreas florestais.
Em uma região que lidera a produção nacional de grãos, compreender essas diferenças ajuda a explicar por que municípios relativamente próximos apresentam características climáticas distintas e desafios específicos para a agricultura.
O relevo do Nortão de Mato Grosso, muitas vezes visto apenas como um detalhe geográfico, influencia diretamente a produção agrícola, o planejamento urbano e até mesmo a sensação térmica percebida pela população.
Ranking de altitude das principais cidades do Nortão de Mato Grosso
| Cidade | Altitude aproximada |
|---|---|
| Ipiranga do Norte | 470 m |
| Nova Mutum | 480 m |
| Lucas do Rio Verde | 390 m |
| Nova Ubiratã | 400 m |
| Guarantã do Norte | 345 m |
| Sorriso | 365 m |
| Sinop | 384 m |
| Colíder | 317 m |
| Juara | 260 m |
| Alta Floresta | 283 m |
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