23.1 C
Sorriso
sexta-feira, 6, março, 2026

TJ solta fazendeiro e filha envolvidos na execução de advogado em Nova Ubiratã

O desembargador Orlando de Almeida Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), revogou a prisão preventiva do fazendeiro Alessandro Henrique Vageti e da filha dele, Giovanna dos Santos Vageti. Ambos são suspeitos de participarem da morte do advogado José Antônio da Silva, de 65 anos, conhecido como “Doutor Pinga”, ocorrido no dia 26 de junho deste ano em Nova Ubiratã (476 km de Cuiabá). Na decisão, o magistrado determinou que ambos, deverão utilizar tornozeleira eletrônica.

Alessandro Vageti e Giovanna Vageti são, respectivamente, filho e neta de Cleusa Bianchini, que teria sido a mandante do crime. Os três teriam contratado o pistoleiro Kall Higor Pereira Machado, conhecido como “Meti Bala”, para executar o jurista devido a uma dívida de R$ 4,5 milhões. Os três foram presos no final de julho, durante a Operação Procuração Fatal, deflagrada pela Polícia Judiciária Civil.

O advogado foi encontrado morto em sua residência e de acordo com a perícia, a causa da morte foi um tiro na cabeça. Segundo a apuração conduzida pela Polícia Civil, os suspeitos identificados como autores intelectuais planejaram e financiaram o assassinato, acreditando que, com a morte de José Antônio, estariam livres da obrigação de pagar a dívida milionária que tinham com ele.

Os valores eram referentes a honorários advocatícios que o advogado tinha a receber em uma ação movida contra uma das mandantes do crime. Outro fato que teria motivado o crime é que os investigados acreditavam que o advogado não possuía herdeiros que pudessem cobrar o valor após sua morte.

A vítima chegou a encaminhar áudios a familiares, dias antes de sua execução, afirmando que estaria aterrorizado pelas ameaças que havia recebido dos suspeitos. No entanto, afirmou que não desistiria das ações judiciais em que tanto havia trabalhado. As investigações revelaram que os mandantes buscaram ocultar os indícios do crime.

No habeas corpus apresentado pelas defesas de Alessandro e Giovanna, foi detalhado que Cleusa Bianchini assumiu a autoria do crime e inocentou o filho e a neta. A dupla também apontou que não existiam indícios mínimos da participação deles no homicídio e a decisão que determinou a prisão seria genérica.

Na decisão, o desembargador apontou que Giovanna fez uma comunicação falsa de crime, denunciando maus-tratos e abandono de animais na residência do advogado, mas que o ato, ao invés de obstruir as investigações, revelou o corpo da vítima. O magistrado também destacou que ambos não colocam o andamento das apurações em risco e que possuem predicados favoráveis, endereço fixo, entre outros atenuantes.

Foi determinado que Giovanna e Alessandro deverão cumprir medidas cautelares, como declaração de endereço à Justiça, proibição de manter contato com os demais investigados, além de uso de tornozeleira eletrônica.

FOLHA MAX

Matérias relacionadas

- Patrocinadores -

últimas notícias