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sexta-feira, 6, março, 2026

Azul, Gol e Latam apontam impacto bilionário e possível retração no mercado de viagens

A recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou o aumento das alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), causou forte reação no setor aéreo brasileiro. As companhias Azul, Gol e Latam, por meio da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), alertaram o governo federal sobre o impacto financeiro direto da medida, que pode elevar os custos do setor em até R$ 600 milhões.

O novo IOF, que atinge até 3,5% em diferentes transações financeiras, afeta diretamente um setor que já enfrenta elevados custos dolarizados — como leasing de aeronaves, aquisição de peças no exterior e financiamento bancário internacional. Em ofício enviado ao governo Lula, as companhias ressaltam que a carga tributária pode comprometer a retomada do turismo e o poder de compra dos consumidores.

Além das empresas aéreas, o setor de turismo também demonstra preocupação. O presidente do Conselho da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), Fabiano Camargo, afirmou que o impacto será sentido diretamente no bolso dos viajantes.

“O custo da viagem será diretamente impactado, com aumento médio estimado entre 2% e 3%”, declarou Camargo ao portal Panrotas.

Segundo ele, a elevação do imposto pode resultar em redução da venda de passagens internacionais e encurtamento de viagens, o que desestimula o turismo e afeta toda a cadeia produtiva do setor.

Com a nova alíquota, o governo elevou em 218% o imposto sobre a compra de moeda estrangeira e em 3,55% o IOF cobrado nas compras internacionais via cartão de crédito. A medida foi mantida pelo Supremo mesmo após tentativa de suspensão por meio de decreto do governo de Minas Gerais, liderado por Romeu Zema (Novo), que buscava barrar a cobrança adicional.

O setor aéreo, altamente sensível às variações cambiais e à carga tributária, teme que o encarecimento das operações afaste consumidores e comprometa a competitividade das empresas brasileiras frente ao mercado internacional.

Agora, as companhias aéreas e representantes do turismo aguardam um posicionamento do Congresso Nacional e a mobilização de governadores que vêm manifestando resistência ao reajuste tributário.

Nortão MT

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