
O desenvolvedor brasileiro Bruno César criou uma ferramenta que usa inteligência artificial para cruzar dados de bases oficiais, como o TSE, o IBGE ou o Banco Central, e apontar indícios de corrupção.
A partir do CPF de agentes públicos, o sistema conecta vínculos com familiares, empresas e contratos, mapeando relações que podem indicar conflitos de interesse ou irregularidades.
Segundo um post publicado pelo desenvolvedor no X (ex-Twitter), a tecnologia já contribuiu para identificar casos de funcionários fantasmas e autodirecionamento de emendas.

Nas redes sociais, Bruno tem feito piada com o suposto risco que corre ao expor políticos. Em uma publicação recente, escreveu: “Fala, galera, não virei camisa de saudade (ainda). Obrigado pelas mensagens de apoio e pelo interesse.”
Como o sistema foi criado?
O sistema combina diferentes camadas de IA e infraestrutura. Bruno usou Codex, um modelo da OpenAI especializado em programação, para planejar os scripts de normalização. Depois, o Claude Opus 4.6 para ajudar na execução desses scripts e um servidor robusto, com 128 GB de memória, para processar grandes volumes de dados
As informações foram organizadas no Neo4j, um banco de dados em formato de grafo que permite visualizar conexões entre pessoas, empresas e contratos.
A ferramenta faz parte do projeto Brazilian Accelerationism, iniciativa idealizada por Bruno inspirada no “effective accelerationism”, movimento norte-americano que defende o uso de tecnologia para resolver problemas institucionais.
Quem pode acessar?
Por enquanto, a ferramenta roda apenas no próprio computador de César e, segundo ele, ainda vai levar um tempo para organizar e cruzar as informações em formato de rede.
A meta é abrir uma fase beta para jornalistas, organizações da sociedade civil e órgãos de controle, públicos que podem usar a tecnologia para ampliar investigações e fiscalização.
O desenvolvedor avalia disponibilizar o projeto em formato open source.
CATAI.COM.BR







