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sexta-feira, 6, março, 2026

Caminhoneiros de Sorriso, Sinop e região do Nortão de MT enfrentam longas filas para escoar produção no Porto de Miritituba

Caminhoneiros de municípios do norte de Mato Grosso, como Sorriso, Sinop, Nova Ubiratã e Lucas do Rio Verde, enfrentam longas filas para descarregar cargas de grãos no Porto de Miritituba, localizado em Itaituba, no sudoeste do Pará. A situação tem sido agravada pelas más condições das estradas e pela alta demanda do período de safra.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal Tapajós TV, da Rede Globo, carretas se acumulam há dias na região. Em alguns casos, motoristas aguardam até quatro dias para conseguir descarregar, quando o tempo médio de espera normalmente não ultrapassa dois dias. Um dos caminhoneiros ouvidos relatou que não há previsão para liberação das cargas.

Os motoristas apontam como principal causa do congestionamento as condições precárias da chamada “transportuária”, via que liga a BR-230 ao Porto de Miritituba, um dos principais corredores de escoamento da produção agrícola do país. Segundo eles, em períodos de chuva, os caminhões têm dificuldade para subir trechos críticos da estrada, o que impede tanto a chegada de veículos para carga quanto a saída para descarga.

Além disso, os caminhoneiros reclamam da baixa capacidade operacional dos portos para atender o grande volume de grãos neste período de pico da safra. A expectativa é de que a situação piore nas próximas semanas, com o aumento do fluxo de caminhões vindos de Mato Grosso.

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Uma das alternativas para reduzir a pressão sobre Miritituba é o escoamento da produção pelo Porto de Santarém. No entanto, os motoristas também demonstram preocupação com as condições da BR-163. Trechos sem pavimentação e com grande quantidade de buracos, especialmente entre Campo Verde, Rurópolis e Santarém, tornam a rota pouco atrativa do ponto de vista logístico e financeiro.

A Polícia Rodoviária Federal atua no local com orientações aos motoristas e organização do fluxo, com o objetivo de evitar congestionamentos ainda maiores e práticas perigosas, como filas triplas, tráfego pelo acostamento e pela contramão.

Em nota, a Via Brasil, concessionária responsável pela BR-230, informou que as filas na região ocorrem devido aos processos de credenciamento, chamada e agendamento para recebimento de veículos nos terminais portuários. A empresa também afirmou que está investindo na construção de um novo acesso às estações de transbordo, visando melhorar a fluidez, a segurança e o tráfego.

Já sobre o trecho da BR-163 entre Rurópolis e Santarém, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que foi decretada situação de emergência e que equipes trabalham na contratação de uma empresa para a recuperação da rodovia.

NORTÃO MT

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