Clima nos EUA pode influenciar preço do milho em Mato Grosso nas próximas semanas

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Clima nos EUA pode influenciar preço do milho em Mato Grosso nas próximas semanas

O desenvolvimento da safra de milho dos Estados Unidos segue no radar dos produtores e do mercado em Mato Grosso. O motivo é que a produção norte-americana tem forte peso na formação dos preços internacionais do grão e pode influenciar diretamente as cotações recebidas pelos produtores brasileiros.

A atenção aumenta porque as lavouras dos EUA entram agora na fase de polinização, considerada uma das etapas mais decisivas para definir o potencial produtivo do milho. É nesse período que a planta forma os grãos e qualquer estresse climático, principalmente falta de chuva e baixa umidade no solo, pode reduzir a produtividade.

Segundo o mais recente relatório de acompanhamento das lavouras, praticamente toda a área cultivada nos Estados Unidos já emergiu, ou seja, as plantas já romperam o solo e iniciaram o desenvolvimento. Até 29 de junho, 67% das lavouras foram classificadas como em condições boas ou excelentes.

O índice ficou 1 ponto percentual abaixo da semana anterior e 6 pontos percentuais inferior ao registrado no mesmo período da safra passada. A queda acendeu alerta no mercado, principalmente pela redução das áreas consideradas em condições excelentes.

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A principal preocupação está na falta de umidade em importantes estados produtores, como Kansas e Illinois. Caso o clima continue desfavorável durante a polinização, a safra norte-americana pode perder potencial, reduzindo a oferta global de milho.

Esse cenário é decisivo para o Brasil porque os Estados Unidos estão entre os maiores produtores e exportadores de milho do mundo. Quando há risco de quebra na safra americana, os preços internacionais tendem a reagir, já que compradores globais passam a avaliar a possibilidade de menor disponibilidade do produto.

Para Mato Grosso, maior produtor de milho do país, essa movimentação pode impactar diretamente o mercado interno. Uma safra menor nos Estados Unidos pode abrir espaço para valorização do milho brasileiro no mercado externo, aumentando a competitividade das exportações. Por outro lado, se o clima melhorar e a produção americana avançar bem, as cotações podem perder força.

Por isso, as próximas semanas são consideradas estratégicas. O comportamento do clima nos Estados Unidos, especialmente durante a polinização, deve influenciar as bolsas internacionais, os prêmios de exportação e os preços pagos ao produtor no Brasil.

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