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sexta-feira, 6, março, 2026

CPI do INSS convoca ex-presidentes, investigações começam a partir do governo Dilma

A CPI mista do INSS aprovou nesta terça-feira (26) a convocação de dez ex-presidentes do Instituto Nacional do Seguro Social. A medida mira gestores que comandaram a autarquia durante os governos de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB), Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre os nomes confirmados, está Alessandro Stefanutto, afastado do cargo após a Polícia Federal revelar um esquema de desvios em aposentadorias e pensões. Stefanutto foi indicado ao posto com o aval do então ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), que acabou pedindo demissão em meio ao desgaste da operação. Lupi, assim como outros ex-ministros da Previdência, foi convidado a prestar esclarecimentos ao colegiado.

Quem será ouvido pela CPI:

De acordo com a decisão aprovada, os depoimentos obrigatórios (convocações) e opcionais (convites) envolvem:

Ex-presidentes do INSS:

Alessandro Stefanutto (afastado após operação da PF);

Leonardo Rolim;

Renato Vieira;

Francisco Lopes;

Mauro Hauschild;

Elisete Berchiol;

Mauro Luciano Hauschild;

Edison Aguiar;

Lindolfo Neto de Oliveira Sales;

Benedito Brunca.

Ex-ministros da Previdência (convidados):

Carlos Lupi (PDT), ex-ministro da Previdência;

Marcelo Caetano;

Garibaldi Alves Filho (MDB);

Ronaldo Nogueira (PTB).

Outros convocados:

Diretores de benefícios do INSS;

Ex-presidentes da Dataprev;

Presidentes de entidades e associações apontadas como envolvidas no esquema fraudulento.

Condução das investigações

As convocações foram propostas pelo relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e negociadas com a base governista. A primeira rodada de oitivas terá como foco ex-presidentes do INSS, considerados testemunhas-chave para esclarecer a dinâmica das fraudes.

Já os ex-ministros, que entram na condição de convidados, poderão decidir se comparecem ou não. As datas dos depoimentos ainda serão definidas.

Gaspar defende que a CPI concentre seus trabalhos em fatos ocorridos a partir de 2015. Na próxima semana, a expectativa é ouvir o delegado da PF Bruno Oliveira Pereira Bergamaschi, responsável pelas investigações.

Fraudes bilionárias

Instalada na semana passada, a CPI apura fraudes estimadas em até R$ 6,3 bilhões, segundo a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU). O esquema envolvia descontos mensais não autorizados em benefícios previdenciários, viabilizados por cadastros forjados de entidades que, na prática, não tinham capacidade para prestar os serviços cobrados de aposentados e pensionistas.

Organização interna

Além das convocações, o colegiado também elegeu nesta terça-feira o vice-presidente da CPI: o deputado Duarte Jr. (PSB-MA), escolhido a partir de acordo entre governo e oposição.

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Foi aprovado ainda o plano de trabalho do relator, que define as linhas de investigação, e uma série de requerimentos para acesso a documentos junto à Polícia Federal, Supremo Tribunal Federal (STF) e outros órgãos de controle.

Nortão MT com G1

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