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terça-feira, 10, março, 2026

Engenheiro, ex-funcionário e empresários são presos por esquema milionário de furto de energia em Lucas do Rio Verde

A Polícia Civil deflagrou, nesta semana, a Operação Ignis Justiça, que cumpriu oito mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva contra investigados por envolvimento em um esquema milionário de furto de energia, corrupção, adulteração de medidores e fraude processual em Lucas do Rio Verde e região. O grupo, segundo as investigações, manipulava o consumo real de grandes empresas, causando prejuízos de milhões de reais ao sistema energético.

Entre os alvos estão um engenheiro eletricista, apontado como responsável pela parte técnica das adulterações, um ex-funcionário terceirizado da concessionária Energisa — que usava acesso interno para facilitar as fraudes — e o proprietário das empresas beneficiadas pelo esquema. Os mandados foram cumpridos em três unidades do grupo empresarial, sendo uma no setor industrial de Lucas do Rio Verde, outra na zona rural, a aproximadamente 15 km da cidade, e uma terceira no município de Sorriso. Residências dos investigados também foram alvo da operação.

Equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Energisa acompanharam a ação, realizando perícias simultâneas nos pontos suspeitos. A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), ocorre há meses e identificou que o crime não se tratava de um ato isolado, mas de um esquema contínuo, cuidadosamente estruturado para reduzir artificialmente o consumo registrado e desviar faturamento para benefício privado.

De acordo com a delegada responsável, Paula Moreira Barbosa, o esquema apresentava alto nível de sofisticação e profissionalização. “Não é um furto simples. Estamos diante de um crime altamente técnico, com impacto econômico milionário. Agora, com a materialização das provas, aprofundaremos a investigação para identificar possíveis ramificações”, afirmou.

A delegada destacou ainda que casos de furto de energia em grande escala têm sido investigados em diversos municípios de Mato Grosso, porém o diferencial desta operação é o grau técnico da fraude, que contava com profissionais qualificados e conhecimento interno da rede elétrica. “É um crime grave, que prejudica a concessionária, a população e gera perdas gigantescas. A Polícia Civil continuará firme no combate a esse tipo de fraude”, concluiu.

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