
Um protesto de trabalhadores da empresa Tao Engenharia, realizado na noite de domingo (20), terminou em cenas de violência, incêndios e confronto com a polícia em Porto Alegre do Norte. Insatisfeitos com as condições de trabalho, cerca de 600 funcionários iniciaram uma manifestação que resultou na depredação de estruturas da empresa e no uso da força por parte das forças de segurança.
Segundo a Polícia Militar, os manifestantes incendiaram banheiros e alojamentos fornecidos pela empresa. Caminhões-pipa chegaram a ser acionados para conter as chamas, mas foram impedidos pelos próprios trabalhadores, que usaram pedras e ameaças para evitar a ação dos brigadistas.
Diante da gravidade da situação, a guarnição local solicitou apoio da 27ª Companhia de Confresa e acionou o Corpo de Bombeiros, que chegou ao local minutos depois. As equipes encontraram uma multidão exaltada, gritando palavras de ordem, destruindo estruturas e bloqueando o acesso às áreas em chamas.

A PM tentou isolar a área para permitir o trabalho dos bombeiros, mas os ânimos voltaram a se acirrar. Um representante da empresa tentou diálogo com os manifestantes, sem sucesso. O grupo reagiu com mais violência, arremessando pedras e investindo contra os policiais.
Para conter a situação, os agentes utilizaram munições antimotim calibre 12 com balas de borracha e gás de pimenta. Foram efetuados dez disparos. Mesmo assim, os manifestantes recuaram por pouco tempo e voltaram a incendiar os alojamentos, dando início a um novo foco de incêndio de grandes proporções.
Dois homens, identificados pelas iniciais M.A.S., de 26 anos, e outro de 39 anos, foram detidos por participação direta nos atos de vandalismo. Apesar da destruição, não houve registro de feridos ou vítimas nas estruturas atingidas.
A destruição foi ampla: os alojamentos foram completamente consumidos pelo fogo e o refeitório sofreu danos parciais. Diante da superioridade numérica dos manifestantes e para garantir a integridade das equipes, a PM recuou para fora da área da empresa até a chegada de reforços.
O caso foi registrado na Delegacia da Polícia Civil de Porto Alegre do Norte. Os detidos foram encaminhados para prestar depoimento. As investigações irão apurar as causas da revolta e as denúncias de condições precárias de trabalho.
SEGUE A NOTA DA TAO ENGENHARIA

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