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terça-feira, 10, março, 2026

Guerra no Oriente Médio pode elevar preço do combustível e impactar alimentos no Brasil, alerta Mauro Mendes

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), demonstrou preocupação com os possíveis reflexos econômicos da guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã. Segundo ele, o conflito internacional pode provocar impactos diretos no preço dos combustíveis e, consequentemente, no custo dos alimentos e do transporte no Brasil.

De acordo com o governador, o combustível é um elemento essencial para diversos setores da economia. “Vai impactar o mundo inteiro, vai impactar o Brasil, claro. O combustível é fundamental não só para o agronegócio, mas para o transporte de alimento, para o dia a dia, para o ônibus, para tudo. Isso vai trazer um impacto muito forte”, avaliou o chefe do Palácio Paiaguás.

A principal preocupação do setor produtivo neste momento é o preço do diesel, especialmente porque Mato Grosso vive o período de colheita da primeira safra e de preparação para o plantio da segunda. Na semana passada, o Sindicato do Comércio Varejista dos Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo) alertou que os combustíveis podem sofrer um aumento considerável nos próximos dias.

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O Irã está entre os maiores produtores de petróleo do mundo, e o conflito tem provocado forte instabilidade no mercado internacional da commodity. Na segunda-feira (9), o preço do petróleo atingiu o maior valor desde 2022, enquanto bolsas internacionais registraram queda diante do temor de que a escalada da guerra reduza a oferta de energia e prejudique indústrias em todo o mundo.

Horas depois, o mercado apresentou leve redução na tensão após declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou esperar um desfecho rápido para o conflito. Mesmo assim, autoridades iranianas declararam que o país está preparado para manter o enfrentamento pelo tempo que for necessário e advertiram que nenhum petróleo do Golfo será exportado enquanto a guerra continuar.

Mauro Mendes também criticou a falta de preparação do governo federal para enfrentar possíveis crises externas. “Vamos ver como é que o governo federal vai se movimentar nessa direção. Não fez a lição de casa, vem agora um vendaval. E aí, se não está preparado, as consequências vão cair no colo de todos nós brasileiros”, afirmou.

Apesar do cenário de incertezas, o governador avalia que a situação também pode abrir oportunidades para o Brasil ampliar a produção de biocombustíveis. “Com certeza. Vamos botar mais biodiesel aí, que Mato Grosso está preparado para transformar a soja em biocombustível”, disse.

O Brasil é atualmente um dos líderes mundiais na produção de biocombustíveis. Na safra 2024/2025, o país registrou produção recorde de etanol e biodiesel, impulsionada pela cana-de-açúcar, soja e milho. A produção ultrapassou 43 bilhões de litros, com destaque para o crescimento do etanol de milho e para a previsão de mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel a partir de agosto de 2025.

NORTÃO MT COM RD NEWS

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