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sexta-feira, 6, março, 2026

História de João Arcanjo Ribeiro vai virar série na Netflix

Cuiabá pode estar prestes a ver um dos capítulos mais controversos de sua história recente ganhar as telas de todo o país. A trajetória de João Arcanjo Ribeiro, ex-policial que se tornou conhecido como o “Comendador” do crime em Mato Grosso, deve ser retratada em uma série da Netflix, ainda em fase de desenvolvimento e com o título provisório de O Comendador.

A produção promete mergulhar nos bastidores de um império construído sobre o jogo do bicho, cassinos clandestinos e uma ampla rede de influência que, por anos, abalou estruturas do poder público no estado. O projeto está nas mãos da mesma equipe responsável por Os Donos do Jogo, série que abordou a contravenção no Rio de Janeiro, o que aumenta a expectativa em torno da abordagem investigativa e do tom realista da narrativa.

A série deve percorrer a cronologia da ascensão de Arcanjo, desde os primeiros passos no submundo do crime até o impacto da Operação Arca de Noé, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2002. Na ocasião, as investigações miraram um esquema de desvio de recursos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e lavagem de dinheiro por meio de empresas de factoring, envolvendo figuras influentes do cenário político da época.

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O desdobramento da operação levou à prisão de João Arcanjo no Uruguai, em 2003, após ele deixar o Brasil. Condenado em diferentes processos, ele permaneceu preso por cerca de 15 anos e obteve liberdade em fevereiro de 2018. Com o passar do tempo e após sucessivos recursos, grande parte das condenações por lavagem de dinheiro e peculato acabou prescrevendo, encerrando a disputa judicial em 2025.

Além das perdas patrimoniais, o período também foi marcado pela cassação do título de Comendador, que havia se tornado um símbolo da influência social e política acumulada por Arcanjo durante os anos de auge de seu poder.

A liberdade, no entanto, durou pouco. Em maio de 2019, ele voltou a ser preso pela Polícia Civil de Mato Grosso, acusado de chefiar novamente o esquema do jogo do bicho no estado. Na ocasião, houve sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias, frustrando qualquer tentativa de retomada das atividades ilícitas.

Atualmente, aos 70 anos, João Arcanjo Ribeiro possui apenas uma condenação definitiva por homicídio.

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