
Lumar Costa da Silva, autor de um dos crimes mais chocantes registrados em Mato Grosso nos últimos anos, foi liberado da internação psiquiátrica e vai viver com o pai no estado de São Paulo. A decisão, proferida pelo juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto na última sexta-feira (20), determina a desinternação de Lumar, que estava internado desde 2019 no Hospital Psiquiátrico Estadual Adauto Botelho, em Cuiabá, após assassinar brutalmente sua tia, Maria Zélia da Silva Cosmo, de 55 anos.
O crime ocorreu em 2 de julho de 2019, em Sorriso. Após uma discussão, Lumar esfaqueou a tia até a morte, arrancou o coração da vítima e o entregou à própria filha dela, sua prima, dentro de uma sacola plástica. Em seguida, roubou o carro da jovem e tentou sequestrar a filha dela, uma criança de 7 anos. A fuga terminou quando ele colidiu o veículo contra uma subestação de energia elétrica, na tentativa de causar uma explosão.
Desde então, Lumar foi submetido a tratamento psiquiátrico intensivo. Um laudo elaborado em agosto de 2024 apontou que ele apresentava “estabilidade clínica com juízo crítico preservado” e fazia uso regular de medicação. No entanto, os peritos ressaltaram que o transtorno mental diagnosticado é crônico, incurável e exige acompanhamento contínuo para evitar recaídas e novos surtos psicóticos.
Com base em um novo relatório técnico, datado de 19 de maio de 2025, a Justiça entendeu que Lumar pode dar continuidade ao tratamento em regime ambulatorial intensivo no município de Campinápolis (SP), onde mora seu pai, o médico Gilmar Costa da Silva, que será o curador legal e responsável direto pelo acompanhamento do filho.

A medida impõe que ele seja monitorado pela rede municipal de saúde mental e atendido regularmente por uma equipe multiprofissional do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial). Relatórios periódicos sobre sua condição clínica deverão ser enviados ao Judiciário.
Além disso, Lumar está proibido de frequentar locais considerados inapropriados, como bares, prostíbulos, pontos de venda de drogas e casas de jogos. Também não poderá consumir álcool ou entorpecentes. Após um ano, será realizada nova perícia para avaliar a possibilidade de cessação de sua periculosidade.

O advogado de defesa, Dener Felizardo, comemorou a decisão. “Sempre defendemos que ele precisava de tratamento, não de punição penal. Agora, com o acompanhamento adequado, poderá retomar sua vida com responsabilidade e apoio familiar”, declarou.
O caso segue sob vigilância judicial e técnica, com foco na continuidade do tratamento e na prevenção de qualquer risco à sociedade.
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