
A fabricante de máquinas e implementos agrícolas John Deere anunciou a demissão de 150 funcionários da unidade de Horizontina, no Rio Grande do Sul, município com pouco mais de 18 mil habitantes. Os desligamentos ocorreram na quarta-feira (17) e atingiram postos ligados à produção de colheitadeiras, como solda, pintura, montagem, estamparia e almoxarifado.
Em nota, a multinacional afirmou que a medida foi necessária para “adaptar o volume de produção à demanda atual do mercado”, classificando o processo como uma readequação no quadro de funcionários.
No início de 2025, a unidade produzia 12 colheitadeiras por dia, com previsão de aumentar a capacidade para 14. Porém, diante da queda na procura, a linha de produção foi reduzida para 10 unidades diárias.
O Sindicato dos Metalúrgicos de Horizontina informou que a empresa chegou a anunciar a possibilidade de demitir 200 trabalhadores, mas após negociação o número caiu para 150. A entidade acrescentou que os desligados receberão verbas rescisórias e um abono de gratificação.
Impacto em Mato Grosso
O corte de produção da John Deere gera preocupação no mercado agrícola de Mato Grosso, maior produtor de grãos do país. O estado depende fortemente da renovação de maquinário para manter a competitividade nas lavouras de soja, milho e algodão.
Com a redução na fabricação de colheitadeiras, produtores mato-grossenses podem enfrentar prazos mais longos de entrega e encarecimento de equipamentos. Além disso, o movimento sinaliza desaquecimento na demanda nacional por máquinas agrícolas, reflexo de fatores como crédito rural mais restrito, custos de produção elevados e instabilidade nos preços das commodities.
Especialistas avaliam que, se o cenário persistir, agricultores do estado poderão adiar a renovação da frota, o que impacta diretamente na eficiência das colheitas e na produtividade do setor.
O que diz a John Deere
Nota de posicionamento
“A John Deere conduziu, nesta quarta-feira (17), uma readequação no quadro de funcionários da unidade de Horizontina (RS). A medida foi tomada para adaptar o volume de produção à demanda atual do mercado.”
Nortão MT Agro com G1







