
O Tribunal do Júri de Nova Mutum julga nesta quinta-feira (22), a partir das 8h, os acusados pelo assassinato de Raquel Cattani, filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL). A sessão ocorre no Fórum da Comarca do município e deve mobilizar grande atenção popular.
Os irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde respondem pelo crime e são apontados pela investigação como mandante e executor, respectivamente. O julgamento será conduzido pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, titular da 3ª Vara Criminal, no plenário do fórum. O Conselho de Sentença será composto por sete jurados, conforme prevê a legislação.
Raquel Cattani tinha 26 anos e foi encontrada morta dentro de sua casa, no Assentamento Pontal do Marape, na manhã do dia 19 de julho de 2024. De acordo com a Polícia Civil, o corpo apresentava múltiplas perfurações causadas por arma branca, evidenciando a violência do ataque.
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Durante as apurações, cerca de 150 pessoas foram ouvidas em um período de seis dias. Entre os depoentes estavam familiares, amigos, vizinhos, moradores do assentamento e pessoas ligadas ao ex-marido da vítima, o que contribuiu para o avanço das investigações.
Segundo a polícia, Romero, ex-marido de Raquel, teria sido o responsável por planejar o homicídio, enquanto Rodrigo teria executado o crime. Ainda conforme a investigação, o executor tentou alterar a cena do assassinato para simular um roubo, com o objetivo de confundir as autoridades.
A Polícia Civil também aponta que o ex-marido tentou criar versões falsas para justificar sua ausência, mencionando encontros familiares, confraternizações e visitas a casas noturnas em outro município, numa tentativa de afastar suspeitas.
O deputado estadual Gilberto Cattani informou que acompanhará o julgamento presencialmente. Em declaração à imprensa, ele afirmou confiar na Justiça, embora reconheça que nenhuma decisão será capaz de reparar a perda da filha.
“Acredito na condenação, as provas são muito claras, mas nada disso trará a nossa menina de volta”, afirmou.
O julgamento contará com a atuação do Ministério Público, das defesas dos réus e oitiva de testemunhas. A expectativa é de que a sessão se estenda ao longo do dia, devido à complexidade do caso e à ampla repercussão em Mato Grosso.
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