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sexta-feira, 6, março, 2026

Mato Grosso avança e se torna o 2º estado com menor desigualdade de renda do país

Mato Grosso conquistou destaque no cenário nacional ao alcançar a segunda posição entre os estados com menor desigualdade de renda do Brasil, conforme o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O resultado representa uma evolução em relação ao levantamento anterior, de 2024, quando o estado ocupava a terceira colocação, ficando agora atrás apenas de Santa Catarina, líder do indicador.

A desigualdade de renda é um dos 16 indicadores que integram o pilar de Sustentabilidade Social, no qual Mato Grosso aparece na 9ª posição nacional. Entre os fatores que explicam o bom desempenho estão a força do agronegócio, que impulsiona a economia e atrai investimentos, o crescimento das agroindústrias, além de uma das menores taxas de desemprego do país e a baixa dependência de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.

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Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o resultado reforça que o crescimento econômico de Mato Grosso tem caminhado junto com políticas de inclusão social. Segundo ele, a redução das vulnerabilidades amplia a participação da população no mercado de trabalho, fortalece o capital humano e estimula o consumo. O secretário também destacou os avanços na educação, os investimentos em qualificação profissional promovidos pelo Governo do Estado e pelo setor privado, por meio do Sistema S, como Senac, Senar e Senai.

No resultado geral do ranking, Mato Grosso manteve a 10ª colocação entre os estados brasileiros, considerando os dez pilares avaliados: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.

O estado também figura entre os primeiros colocados em diversos indicadores estratégicos. Mato Grosso ocupa o 3º lugar em solidez fiscal, capital humano e crescimento potencial da força de trabalho, além de liderar o ranking nacional em volume de crédito, indicador que mede a capacidade de financiamento da economia e o acesso a recursos para investimento e consumo.

O pilar de Sustentabilidade Social avalia a atuação dos governos estaduais na redução das vulnerabilidades sociais ao longo da vida da população, considerando não apenas a renda, mas também aspectos como saúde, pobreza, moradia, saneamento básico, proteção à infância e promoção do trabalho decente. A proposta é medir o quanto o estado consegue garantir acesso efetivo a direitos fundamentais e ampliar a autonomia dos cidadãos.

Outro ponto de destaque é a solidez fiscal. Mato Grosso aparece entre os três melhores do país, ao lado do Espírito Santo e do Maranhão. O indicador analisa critérios como equilíbrio orçamentário, controle de gastos com pessoal, resultado primário, liquidez e capacidade de investimento. Esse desempenho fortalece a credibilidade do estado, amplia o investimento público e cria um ambiente mais favorável à atração de negócios.

Já no pilar de Potencial de Mercado, Mato Grosso lidera o ranking nacional em volume de crédito, refletindo maior acesso a financiamentos, fator essencial para o crescimento das empresas, expansão do consumo e dinamização da economia. O crescimento potencial da força de trabalho também reforça as perspectivas positivas para a expansão econômica do estado no longo prazo.

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