
Conhecido com um dos membros da ‘gangue do chicote’, Rafael Geon de Sousa, 37, também é um dos presos na operação Datar, da Delegacia de Repressão a Narcóticos (Danarc), que investiga lavagem de dinheiro do tráfico de drogas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Com ele, a polícia apreendeu 6 armas de fogo, munições e uma Mercedes.
A operação, deflagrada nesta quinta-feira (14), tem como base um trabalho profundo que analisou a movimentação financeira entre os investigados, que desde 2019, movimentaram uma quantia de R$ 185 milhões.
De acordo com as informações apuradas pela reportagem do GAZETA DIGITAL, as buscas de Rafael aconteceram em dois endereços. No primeiro, os investigadores não encontraram ninguém na residência e descobriram que, apesar do alvo não morar mais lá, utilizava a casa eventualmente.
Dentro do guarda-roupa de um dos quartos, foram encontradas 5 armas de fogo. De lá, os policiais foram para o condomínio Bonavita, onde cumpriram a prisão contra Rafael. Mais uma arma de fogo foi apreendida na empresa dele, bem como um veículo de luxo, uma Mercedes.
Conforme os delegados Eduardo Ribeiro e Wilson Cibulskis, dos 7 mandados de prisão expedidos na investigação, 6 foram cumpridos e um é considerado foragido. Além de Rafael, a reportagem confirmou que estão presos em Cuiabá também os DJs Diego de Lima Datto, 41, e Patrike Noro de Castro, 39.
Estima-se que, desde 2019, o grupo movimentou uma quantia de R$ 180 milhões.
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Investigação
Foi constatado que os alvos movimentavam valores expressivos por meio de contas próprias, sem lastro documental ou origem comprovada. Os valores eram fracionados em pequenas quantias e transitavam entre contas físicas e jurídicas para ocultar e dissimular a real origem do dinheiro.
O alvo principal já está preso e agora, a operação mirou em outros integrantes do grupo criminoso. Segundo o delegado André Rigonato, responsável pelas investigações, as ordens judiciais contra os investigados buscam não apenas a responsabilização penal dos envolvidos, mas também a descapitalização dos membros do grupo criminoso.
“O objetivo é interromper o fluxo financeiro do grupo criminoso, ampliando o alcance das ações repressivas contra o crime organizado em Mato Grosso”, disse o delegado.
As investigações prosseguem com análise do material apreendido e a apuração de eventuais novos envolvidos.
‘Gangue do chicote’
Em 2023, Rafael foi preso pela Polícia Civil após contratar homens para fazer cobrança. Eles usavam violência para o ato e chegaram a chicotear uma das vítimas. O ato foi gravado, compartilhado nas redes sociais e resultou em uma ação policial.
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