
A modelo e influenciadora digital Emilly Souza, investigada por divulgar cassinos online — conhecidos como “jogo do tigrinho” — e enganar seguidores com falsas promessas de ganhos, teve a prisão preventiva revogada. A informação foi divulgada pelo advogado Rodrigo Pouso, em publicação nas redes sociais, na quinta-feira (14).
Na decisão, foram impostas medidas cautelares, entre elas: comparecimento quinzenal em juízo, proibição de se ausentar da comarca, recolhimento domiciliar no período noturno, monitoramento eletrônico, proibição de contato com outros investigados, suspensão de acesso às redes sociais e impedimento de exercer atividades econômicas relacionadas a apostas.
Emilly foi alvo da Operação Quéfren, deflagrada em 2 de abril nos estados do Ceará, Mato Grosso, São Paulo e Pará. A ação teve como objetivo cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra agentes de plataformas e influenciadores digitais suspeitos de divulgar e estimular a prática de jogos ilegais no Brasil.
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As investigações, conduzidas pela Polícia Civil do Ceará desde abril de 2024, apontam que a maioria dos investigados atuava como agentes de plataformas responsáveis pela contratação de influenciadores digitais para promover cassinos online em redes sociais. Esses sites de apostas não têm autorização para operar no país e são considerados ilegais.
As diligências identificaram indícios de lavagem de dinheiro, estelionato e formação de organização criminosa de caráter transnacional.
Em Mato Grosso, a Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá cumpriu cinco mandados, sendo um de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão.
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