20.8 C
Sorriso
sábado, 7, março, 2026

Motorista que matou idosa atropelada já esquartejou a namorada e assassinou delegado no RJ

O motorista da Fiat Toro, Paulo Roberto Gomes dos Santos, de 68 anos, que se envolveu no atropelamento que matou a idosa Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, de 71 anos, na Avenida da FEB, em Várzea Grande, nesta terça-feira, 20 de janeiro, deve responder por homicídio doloso, na forma de dolo eventual, esse tipo de crime é quando a pessoa não tem intenção de matar, mas assume o risco de causar a morte.

O caso ganhou ainda mais repercussão devido ao histórico criminal do investigado, que ficou conhecido nacionalmente por crimes cometidos no passado. Paulo Roberto já foi condenado pelo assassinato de um delegado de polícia no Rio de Janeiro e pela morte de uma jovem de 19 anos, com quem mantinha um relacionamento, além de ter esquartejado o corpo da vítima. Ele também já utilizou identidades falsas e chegou a fugir de uma unidade prisional.

Em entrevistas concedidas anteriormente à imprensa, o advogado afirmou ter “quitado todas as pendências com a Justiça” e relatou uma trajetória marcada por diversas profissões, incluindo policial militar, investigador da Polícia Civil, engenheiro e vendedor, antes de se formar em Direito. Na ocasião, chegou a dizer que sua história poderia render livros, documentários e até um filme.

No depoimento prestado ao delegado Christian Cabral, da Deletran, na tarde desta terça-feira (20), Paulo Roberto alegou que a idosa teria colidido contra o seu veículo. Ele também afirmou que não fugiu do local, justificando que o carro apresentava falha mecânica que o impedia de virar à direita. Segundo sua versão, por esse motivo seguiu até o Shopping de Várzea Grande, fez uma rotatória e retornou ao local do acidente.

Ainda segundo o delegado, as imagens analisadas mostram de forma clara que o motorista trafegava em velocidade extremamente alta e seguiu dirigindo após atingir a vítima, agindo como se nada tivesse acontecido. Para o delegado, a conduta evidencia falta total de preocupação e de arrependimento diante da gravidade do ocorrido.

“Diante desses novos elementos, o condutor será indiciado por homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual”, afirmou.

FIQUE ATUALIZADO COM NOTÍCIAS EM TEMPO REAL:  CANAL DO WHATSAPP | PLANTÃO NORTÃO MT | INSTAGRAM DO NORTÃO MT 

Passado Macabro

Em 2004, Paulo Roberto foi denunciado pelo Ministério Público pelo assassinato da estudante de Enfermagem Rosemeire Maria da Silva, de 25 anos. O crime ocorreu em Juscimeira. Rosemeire foi asfixiada dentro de uma banheira em um motel localizado entre Juscimeira e Jaciara. Em seguida, o corpo foi decapitado e jogado no Rio São Lourenço. A cabeça da vítima, lançada no Rio das Mortes, nunca foi localizada.

Segundo matéria do jornal Diário de Cuiabá publicada em 2004, Paulo Roberto tentou tirar a própria vida ao pular do terceiro andar da antiga Delegacia de Homicídios, sofrendo múltiplas fraturas. Mesmo hospitalizado, teve a prisão preventiva decretada e permaneceu sob escolta policial. No fim dos anos 1990, no Rio de Janeiro, Paulo, que atuava como policial civil, matou a tiros o delegado Eduardo da Rocha Coelho com um tiro na nuca. Após o crime, fugiu do estado carioca e passou a viver em Mato Grosso, onde utilizou por um longo período o nome falso Francisco de Ângelis Vaccani Lima. Pelo assassinato do delegado, ele foi condenado em 2006 a 13 anos de prisão.

Pelo caso da amante, foi denunciado por homicídio triplamente qualificado, além de ocultação de cadáver e falsificação de documento, já que utilizou nome falso ao ser preso. Ele foi condenado pelo crime a 19 anos de prisão.

Em 2010, a Ordem dos Advogados do Brasil instaurou um incidente de idoneidade contra Paulo Roberto. No Cadastro Nacional de Advogados, a situação dele consta como regular.

ESTADÃO MATO GROSSO

Matérias relacionadas

- Patrocinadores -

últimas notícias