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quinta-feira, 5, março, 2026

Operação Agro-Fantasma: Polícia Civil mira empresa por suspeita de aplicar golpes milionários contra produtores de MT

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Agro-Fantasma para cumprir ordens judiciais contra uma empresa do setor agropecuário suspeita de aplicar fraudes milionárias na compra de grãos na região oeste do Estado.

A investigação apura um suposto prejuízo de cerca de R$ 70 milhões ao produtor rural Silvano dos Santos, proprietário da empresa Nova Era Participações Ltda. Entre os alvos estão as empresas Imaculada Agronegócios e Santa Felicidade Agro Indústria, além dos empresários Mário Sérgio Cometki Assis, Pedro Henrique Cardoso e Sergio Pereira Assis, ex-deputado estadual por Mato Grosso do Sul.

Mandados e bloqueios

Ao todo, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias no valor de R$ 70 milhões e da indisponibilidade de bens móveis e imóveis dos investigados.

Durante a operação, os policiais apreenderam uma aeronave avaliada em aproximadamente R$ 5,8 milhões, relógios de luxo, dinheiro em espécie — inclusive dólares — e cartões de crédito. Veículos importados de alto valor, como Porsche e Dodge Ram, também estão entre os bens alvos de sequestro. A Porsche mencionada na decisão judicial não foi localizada até o momento.

As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cáceres, com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Comodoro. Os mandados são cumpridos em Cuiabá, Alto Taquari e Campo Grande (MS).

A ação conta com apoio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos e Assaltos e Sequestros (Garras-MS) e do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco-MS).

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Esquema de fraude na compra de grãos

Conforme as investigações, a empresa se apresentava como sólida no mercado, mas atuava em fraudes estruturadas na compra de grãos. O grupo convencia produtores a utilizarem o nome de suas propriedades para realizar compras a prazo, enquanto a empresa revendia os grãos à vista para indústrias.

A promessa era de que os valores das compras seriam quitados posteriormente pelo grupo. No início, os pagamentos eram feitos regularmente, o que gerava confiança. Com o passar do tempo, porém, os investigados deixavam de honrar os compromissos, transferindo o prejuízo aos produtores.

Segundo a apuração, apenas uma das vítimas teria acumulado inadimplência superior a R$ 58 milhões.

Além de estelionato e associação criminosa, o grupo também é suspeito de fraude fiscal e recebimento de créditos indevidos. A investigação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa estadual de enfrentamento à criminalidade.

NORTÃO MT

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