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terça-feira, 10, março, 2026

Polícia Civil indicia dois médicos por morte de paciente durante cirurgia plástica em Tangará da Serra

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A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu, nesta segunda-feira (9), o inquérito que investigava a morte da paciente Jéssica Santiago Souza, de 33 anos, ocorrida no dia 17 de fevereiro de 2026 durante um procedimento de cirurgia plástica em uma unidade hospitalar no município de Tangará da Serra. Ao final da investigação, dois médicos foram indiciados pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

A investigação foi conduzida pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa da delegacia do município e teve início após a comunicação oficial do óbito ocorrido durante a realização do procedimento estético. A partir disso, foi instaurado inquérito policial para apurar as circunstâncias da morte e verificar possíveis responsabilidades penais.

Durante o trabalho investigativo, foram realizadas diversas diligências, incluindo a coleta de depoimentos, análise de prontuários médicos e documentos hospitalares, além de exames periciais conduzidos pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

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Conforme apontado no laudo de exame necroscópico e em perícia complementar, a causa da morte foi identificada como pneumotórax bilateral, provocado por perfuração da parede torácica posterior — lesão considerada compatível com instrumento cirúrgico utilizado durante o procedimento estético.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Gustavo Espíndula, o laudo indicou duas perfurações no pulmão da paciente. “O laudo de necrópsia apontou duas perfurações no pulmão causadas por instrumento contundente, que seria a cânula utilizada para a sucção de gordura”, explicou.

A análise pericial também estabeleceu nexo técnico entre o procedimento realizado e as lesões encontradas, que comprometeram gravemente a função respiratória da paciente e resultaram em seu óbito.

Diante dos elementos reunidos ao longo da investigação, o delegado concluiu pelo indiciamento dos dois profissionais médicos por homicídio culposo, apontando imperícia na execução do procedimento.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso, que agora será responsável por analisar as provas e decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia à Justiça.

NORTÃO MT

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