
Uma decisão administrativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) em Sorriso gerou mobilização entre alunos, protetores de animais e moradores do município. A polêmica envolve a retirada da cadela Senaira, que vivia na unidade educacional há mais de dois anos e era considerada parte da rotina da instituição.
Conhecida por estudantes e colaboradores, Senaira acabou se tornando uma espécie de mascote informal do local. Como forma simbólica de carinho, chegou inclusive a receber um crachá com o título de “Analista de Pátio”, gesto que representava o vínculo criado entre o animal e a comunidade escolar.
De acordo com relatos de alunos e funcionários, a cadela era cuidada por meio de uma rede de solidariedade formada dentro da própria unidade. Com a colaboração de estudantes e trabalhadores, Senaira foi castrada, recebia alimentação regularmente, tinha uma caminha própria e permanecia no local de forma tranquila, convivendo diariamente com quem frequentava o ambiente.
Segundo organizações de proteção animal do município, a situação mudou após a chegada de uma nova coordenação na unidade, que teria determinado a retirada do animal das dependências da instituição. A medida gerou críticas e manifestações de protetores independentes e de entidades que atuam na defesa dos animais em Sorriso.
As organizações Projeto Boris, Anjos de Pelos e Associação Anjos de Patas divulgaram uma nota conjunta manifestando repúdio à decisão e defendendo a permanência da cadela no local. As entidades também citaram a Lei Estadual nº 12.391/2024, de Mato Grosso, que estabelece diretrizes para a proteção de animais comunitários.
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De acordo com os protetores, a legislação reconhece como animais comunitários aqueles que vivem em determinado local sob cuidado coletivo da comunidade, e prevê que sua retirada não pode ocorrer sem autorização judicial.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais, onde apoiadores passaram a compartilhar mensagens com a frase “Todos pela Senaira”, em defesa da cadela. As entidades envolvidas afirmam que buscam diálogo com a instituição para garantir o bem-estar do animal e avaliar possíveis medidas dentro da legislação vigente.
Até o momento, os protetores defendem a ampliação do debate sobre o tema e a busca por uma solução que preserve tanto o bem-estar da cadela quanto a convivência com a comunidade que cuidava dela dentro da unidade.
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