
Uma operação de revista geral realizada entre ontem e hoje resultou na apreensão de 72 aparelhos celulares e outros itens ilícitos na Penitenciária Doutor Osvaldo Florentino Leite Ferreira, conhecida como “Ferrugem”, em Sinop.
O material apreendido será encaminhado à Polícia Civil de Mato Grosso, que deverá instaurar inquérito para apurar como os objetos entraram na unidade prisional. A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos de Mato Grosso (Sejus-MT) também deve abrir procedimento administrativo para investigar possíveis responsabilidades.
Prisões em Várzea Grande
Já em Várzea Grande, ainda nesta sexta-feira, dois policiais penais foram presos durante a Operação “Via Paralela”, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso. A ação desarticulou um esquema de corrupção e comércio ilegal de celulares dentro de unidade prisional no estado.
Ao todo, foram cumpridas seis ordens de prisão temporária e quatro mandados de busca e apreensão, com base nas investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
As apurações revelaram um esquema estruturado de entrada de aparelhos no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos. A investigação aponta o envolvimento de pelo menos seis pessoas, entre servidores, reeducandos e até a esposa de um dos presos.
Segundo a Polícia Civil, os policiais penais se aproveitavam do livre acesso à unidade para introduzir celulares, que eram vendidos aos detentos por valores entre R$ 400 e R$ 800 por aparelho.
Em dias de folga, os agentes buscavam os aparelhos com fornecedores e os escondiam em pontos estratégicos dentro da unidade. Um preso com acesso liberado a diversas áreas internas era responsável por recolher os celulares e entregá-los aos compradores. Já um reeducando, apontado como coordenador do esquema, organizava a distribuição e fazia o repasse do dinheiro aos servidores envolvidos.
A operação identificou que, em algumas ocasiões, até oito celulares eram introduzidos de uma só vez.
De acordo com o delegado Marlon Luz, responsável pelas investigações, o objetivo das medidas é interromper a continuidade do esquema criminoso, reunir novas provas e identificar outros possíveis envolvidos.
“O ingresso de celulares em presídios é uma das principais formas que criminosos utilizam para ordenar e promover crimes de dentro das unidades. Essa operação busca cortar o problema na raiz”, destacou.
Os investigados podem responder por associação criminosa, corrupção passiva majorada e ingresso ilegal de telefone em unidade prisional.
O nome “Via Paralela” faz referência à forma clandestina utilizada para conceder benefícios ilegais a presos, contornando as vias oficiais do sistema prisional.
NORTÃO MT







