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sábado, 7, março, 2026

Senadores de Mato Grosso assinam pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes após decisão do STF contra Bolsonaro

Os três senadores que representam Mato Grosso no Congresso Nacional, Wellington Fagundes (PL), Margareth Buzetti (PSD) e Jayme Campos (União Brasil), assinaram um dos pedidos de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A iniciativa ganhou força após o STF decretar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o que acirrou os ânimos entre opositores da Corte.

O senador Wellington Fagundes, filiado ao mesmo partido de Bolsonaro, foi o primeiro mato-grossense a manifestar apoio à proposta. Apesar de ser constantemente criticado por bolsonaristas e apelidado de “melancia”, verde por fora e vermelho por dentro, Fagundes vinha se posicionando publicamente contra as decisões de Moraes. Nas redes sociais, ele afirmou que há uma tentativa de “calar, intimidar e isolar quem ousa pensar diferente”, e declarou apoio irrestrito a Bolsonaro, a quem classificou como “o maior líder deste país”.

A senadora Margareth Buzetti também endossou o pedido. Em sua justificativa, disse que “paciência tem limite” e ressaltou que “ninguém está acima da lei, nem mesmo um ministro do Supremo Tribunal Federal”. Segundo ela, a medida representa uma resposta ao que considera abusos cometidos pelo magistrado.

Jayme Campos, por sua vez, declarou que tomou a decisão “de forma consciente e responsável”. Para o senador, Alexandre de Moraes teria “ultrapassado os limites constitucionais e democráticos”, principalmente pelas ações contra Bolsonaro. “Minha posição é clara: estou e sempre estarei ao lado do povo brasileiro”, afirmou.

A adesão dos parlamentares mato-grossenses reflete uma crescente pressão de setores da oposição contra o Supremo. Até o momento, já foram protocolados cerca de 30 pedidos de impeachment contra Moraes no Senado. Os autores cobram uma atitude do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil), para que os processos comecem a tramitar.

A crise entre Legislativo e Judiciário se aprofunda, e o embate promete esquentar os próximos meses em Brasília.

Nortão MT com Primeira Página

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