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terça-feira, 10, março, 2026

STJ mantém prisão de professor acusado de aliciar alunos em Sorriso

O professor Sinei Marinho Pedroso, acusado de envolvimento com organização criminosa e tráfico de drogas em Sorriso, vai continuar preso preventivamente. A decisão, publicada ontem (9), é do ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que analisou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do investigado contra decisão da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), proferida em fevereiro deste ano.

Sinei está preso desde março de 2025, quando foi detido em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. Segundo as investigações, ele também é suspeito de aliciar menores de idade para atuação em facção.

Na tentativa de obter a liberdade, os advogados argumentaram que a prisão seria ilegal devido à demora no andamento do processo. Eles alegaram que o inquérito policial foi concluído em maio de 2025, mas a denúncia só foi apresentada meses depois, o que caracterizaria excesso de prazo. A defesa também sustentou que o caso não teria grande complexidade, já que envolve apenas um investigado, e que a prisão estaria sendo mantida apenas com base na gravidade dos crimes apontados.

Com esses argumentos, os advogados pediram ao STJ a revogação da prisão preventiva ou, alternativamente, a substituição por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica ou outras restrições.

Ao analisar o pedido, o ministro entendeu que não há ilegalidade evidente que justifique a soltura imediata. Na decisão, ele destacou que a análise mais aprofundada do recurso ainda será feita. Antes disso, o STJ deve solicitar informações ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso e ao juízo responsável pelo processo, além de ouvir o Ministério Público Federal. Após essas etapas, o tribunal poderá decidir de forma definitiva se a prisão preventiva será mantida ou não.

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O caso

Sinei foi denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) por suposto envolvimento em uma organização criminosa que atuava dentro do ambiente escolar.

De acordo com as investigações, ele teria se aproveitado da função de professor para aliciar estudantes e cadastrá-los junto às lideranças da facção como “lojistas”, responsáveis pela comercialização de drogas. Também há indícios de que o professor fornecia entorpecentes dentro da própria escola.

Segundo a 5ª Promotoria Criminal de Sinop, o professor não apenas integrava como também promovia a facção criminosa, incentivando a prática de crimes violentos. As investigações apontam ainda que ele teria autorizado adolescentes sob seu comando a aplicar um “salve” (sessão de espancamento) contra outros estudantes por causa de boatos envolvendo membros da organização criminosa.

REPÓRTER MT

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