
O Ministério Público Federal (MPF) participou, entre os dias 22 e 24 de abril, de uma vistoria técnica no Projeto de Assentamento Tapurah/Itanhangá, localizado a cerca de 400 quilômetros de Cuiabá, em uma ação conjunta com a Defensoria Pública da União (DPU) e magistrados da Justiça Federal.
A força-tarefa teve como principal objetivo ouvir famílias acampadas que aguardam a regularização de lotes e verificar a situação das áreas destinadas à reforma agrária, reforçando a atuação institucional voltada à justiça social e à preservação do patrimônio público.
A programação incluiu reuniões com famílias acampadas na quarta-feira (22), além de encontros na Câmara Municipal na manhã de quinta-feira (23). No período da tarde, a comitiva realizou inspeções presenciais nas áreas em disputa.
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Situado em uma das regiões mais produtivas de Mato Grosso, o assentamento possui aproximadamente 115 mil hectares e capacidade para abrigar 1.149 famílias. No entanto, a área enfrenta uma série de conflitos fundiários e registros de ocupação irregular por grandes produtores rurais.
Segundo informações levantadas pelo MPF, a valorização imobiliária da região intensificou as disputas pela posse da terra. A estimativa é de que um único lote de 100 hectares possa alcançar valor de até R$ 3 milhões.
O histórico de irregularidades na área já motivou operações anteriores, como a Operação Terra Prometida, deflagrada pela Polícia Federal para investigar a ocupação ilegal de cerca de mil lotes, supostamente com apoio de servidores públicos.
Atualmente, o MPF conduz ações civis públicas que buscam a reversão dessas áreas ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), com o objetivo de garantir a destinação legal dos lotes e combater práticas de violência e intimidação relacionadas aos conflitos fundiários na região.
NORTÃO MT









