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sexta-feira, 6, março, 2026

Vereador é flagrado dirigindo carro oficial com CNH suspensa; Câmara pede explicações ao Detran

A Câmara de Vereadores de Cáceres abriu um procedimento interno para apurar a conduta do vereador Jorge Augusto (PP), flagrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) dirigindo um veículo oficial com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa. O caso, ocorrido em novembro do ano passado, voltou à tona nesta quarta-feira (21), após o presidente da Casa, Flávio Negação (MDB), protocolar um pedido de esclarecimentos junto ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT).

O episódio aconteceu no dia 30 de novembro, durante uma viagem oficial a Brasília. Segundo o registro, o parlamentar estava ao volante quando o veículo foi abordado em uma fiscalização da PRF. Ao checarem a documentação, os agentes constataram que o direito de dirigir do vereador estava suspenso.

A Justificativa: “Emergência na estrada”

Em sua defesa, Jorge Augusto alegou que não iniciou a viagem como condutor. Segundo o vereador, ele assumiu a direção do carro oficial apenas após o motorista designado sofrer um mal-estar súbito na estrada.

“O motorista passou mal e fomos até uma farmácia em um posto de gasolina na BR. Como eu era o único que conhecia o trajeto, assumi o volante”, explicou o parlamentar ao portal g1. Ele ressaltou que a medida foi tomada em caráter de urgência e que o motorista passa bem.

Outros três vereadores acompanhavam a comitiva no momento da abordagem. Apesar do incidente, o grupo seguiu viagem e cumpriu a agenda oficial na capital federal sem atrasos. Em nota, Jorge Augusto enfatizou que a situação “não causou qualquer prejuízo aos cofres públicos”.

Suspensão por recusa ao bafômetro

Sobre a irregularidade na habilitação, o vereador afirmou ter sido pego de surpresa. Ele disse desconhecer que sua CNH estava bloqueada no sistema.

Jorge Augusto atribui a suspensão a um episódio anterior em que se recusou a realizar o teste do bafômetro. Pela legislação de trânsito brasileira (Art. 165-A do CTB), a recusa ao teste é considerada infração gravíssima, sujeita a multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.

O caso agora está sob análise do setor jurídico da Câmara Municipal de Cáceres. O presidente Flávio Negação aguarda o retorno oficial do Detran para definir as medidas administrativas cabíveis. Enquanto isso, a apuração interna busca verificar se houve quebra de decoro ou infração às normas de uso dos bens públicos.

NORTÃO MT

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