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sábado, 7, março, 2026

Vereador que chamou prefeita de “cachorra viciada” é cassado em Pedra Preta

O vereador de Pedra Preta Gilson de Souza, conhecido como Gilson da Agricultura (União Brasil), teve o mandato cassado pela Câmara Municipal na tarde desta quarta-feira (3). A decisão foi aprovada por oito votos, número mínimo necessário para a perda do cargo. Dois vereadores votaram contra.

Gilson foi alvo de uma Comissão Processante após ter ofendido a prefeita Iraci Souza (PSDB) durante uma fala na tribuna, em agosto deste ano. Na ocasião, o parlamentar afirmou que a gestora buscava votos como uma “cachorra viciada”, declaração que ganhou repercussão nacional e gerou forte reação de movimentos de mulheres e de apoiadores da prefeita.

Durante a sessão que decidiu pela cassação, a Câmara estava tomada por moradores e por eleitores de Iraci, que pressionavam pela perda de mandato.

Comissão concluiu quebra de decoro

O relatório da Comissão Processante apontou que Gilson ultrapassou os limites da crítica política e partiu para uma ofensa pessoal incompatível com a dignidade do cargo. O documento também citou infração à legislação municipal e falta de decoro parlamentar. Por isso, recomendou a cassação.

O relator do caso, vereador Francisco José de Lima (PSDB), destacou que o processo garantiu ao parlamentar todas as etapas legais de defesa.

Defesa

No plenário, Gilson utilizou a tribuna para se defender. Ele admitiu que o termo utilizado foi inadequado, mas tentou minimizar a gravidade, dizendo:

“Eu reconheço que a palavra foi infeliz. Eu sempre apoiei a prefeita Iraci. E eu sou tão machista que só apoiei duas pessoas aqui em Pedra Preta: Iraci, mulher, e Marilete, mulher.”

A fala gerou reações entre o público presente.

Suplente assume a vaga

Com a cassação, o primeiro suplente do União Brasil, Ronaldo Pereira dos Santos, assume a cadeira na Câmara Municipal de Pedra Preta.

NORTÃO MT

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