
A implantação da usina solar planejada pela Prefeitura de Alta Floresta voltou a ser alvo de debates entre representantes dos poderes Executivo e Legislativo. O projeto, estimado em cerca de R$ 10 milhões, ganhou novos desdobramentos após fiscalizações realizadas por vereadores no local onde estão armazenados os equipamentos adquiridos para a construção da estrutura.
A usina fotovoltaica foi projetada para gerar energia destinada ao abastecimento de prédios públicos municipais, com o objetivo de reduzir os gastos da administração com o consumo de energia elétrica. No entanto, apesar da aquisição de parte dos equipamentos, a estrutura ainda não entrou em funcionamento.
Conforme publicação do site Nativa News, vereadores realizaram visitas ao depósito onde estão armazenadas placas solares, cabos e demais componentes do sistema. Após a fiscalização, os parlamentares manifestaram preocupação com a situação do projeto e anunciaram a intenção de encaminhar uma representação ao Ministério Público Estadual solicitando apuração do caso.
Os vereadores argumentam que os equipamentos permanecem armazenados desde 2025 sem previsão concreta de instalação. Eles também questionam as condições de armazenamento do material e cobram mais informações sobre o cronograma para execução da obra.

Segundo os parlamentares, uma das dificuldades enfrentadas pelo projeto estaria relacionada à capacidade da rede elétrica disponível no local inicialmente escolhido para receber a usina.
Nesta semana, durante uma nova visita de fiscalização, houve um desentendimento verbal entre os vereadores e o prefeito Chico Gamba. Vídeos gravados no local e divulgados nas redes sociais mostram uma discussão entre os envolvidos.
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Após o início do bate-boca, o vice-prefeito Robson Quintino assumiu a condução da conversa e afirmou que a administração municipal está aberta a prestar todos os esclarecimentos técnicos necessários sobre o andamento do empreendimento.
De acordo com representantes da Prefeitura, os aspectos técnicos do projeto já haviam sido discutidos em uma reunião realizada um dia antes da visita ao depósito. Segundo a gestão, o objetivo do encontro posterior era apenas apresentar aos vereadores os equipamentos adquiridos e demonstrar quais alternativas estão sendo avaliadas para viabilizar a instalação da usina.
A administração municipal sustenta que os entraves encontrados não estão relacionados à necessidade de novos investimentos ou à compra de equipamentos adicionais. Conforme explicado durante a reunião, mudanças na regulamentação do setor elétrico e limitações técnicas para conexão à rede teriam exigido uma reavaliação da forma de implantação do empreendimento.
Ainda segundo a Prefeitura, independentemente do local definido para a instalação, o contrato continua prevendo a entrega e entrada em operação da usina fotovoltaica. A gestão afirma que trabalha atualmente na busca de adequações técnicas que garantam a viabilidade do projeto dentro das exigências do sistema elétrico.
Enquanto vereadores defendem uma apuração mais detalhada sobre a execução do empreendimento, a Prefeitura reforça que o projeto permanece em andamento e que os ajustes discutidos são necessários para assegurar o funcionamento adequado da usina antes de sua entrada em operação.
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