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Sorriso
terça-feira, 23, junho, 2026

Justiça concede liberdade monitorada à mulher que denunciou investigador por estupro em Sorriso

A Justiça de Mato Grosso concedeu liberdade provisória, nesta terça-feira (23), à mulher que denunciou ter sido vítima de estupro dentro da Delegacia de Polícia Civil de Sorriso. A decisão foi assinada pelo juiz Anderson Clayton Dias Batista e determina que ela cumpra medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

A mulher havia sido presa na última segunda-feira (22), enquanto recebia atendimento médico no Hospital Regional de Sorriso. Ela está grávida de cinco meses, possui uma gestação considerada de risco e realiza tratamento para problemas renais.

A prisão ocorreu em razão de um mandado judicial em aberto relacionado a investigações por supostos crimes de sequestro, cárcere privado e tortura. Após a detenção, a defesa solicitou a substituição da prisão por medidas cautelares.

Ao analisar o pedido, o magistrado entendeu que não havia elementos que indicassem risco à investigação ou à instrução processual. Com isso, autorizou a soltura da investigada, condicionada ao cumprimento de medidas como comparecimento aos atos processuais, recolhimento domiciliar no período noturno, das 22h às 5h, e monitoramento eletrônico.

O caso ganhou repercussão nacional após a mulher denunciar ter sido estuprada quando estava sob custódia do Estado na Delegacia de Sorriso. Conforme as investigações, os abusos teriam ocorrido entre a noite de 9 e a manhã de 10 de dezembro de 2025.

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Segundo a apuração, o investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos, teria retirado a vítima da cela e a levado para uma sala isolada da delegacia, onde ocorreram os estupros. A investigação aponta ainda que o policial teria feito ameaças contra a filha da mulher para impedir que os crimes fossem denunciados.

Na época dos fatos, a vítima estava presa temporariamente por suspeita de envolvimento em um homicídio. Posteriormente, a prisão foi revogada após a polícia concluir que ela havia sido apontada de forma equivocada como suspeita do crime.

Manoel Batista da Silva, servidor da Polícia Civil desde 2001, foi preso em fevereiro deste ano. A identificação dele como autor dos abusos foi confirmada por exames de DNA, que apontaram compatibilidade entre o material genético coletado da vítima e o do investigador.

NORTÃO MT

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