
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), ingressou com duas ações judiciais por danos morais contra o blogueiro Marco Polo de Freitas Pinheiro, conhecido como Popó Pinheiro, e o ator e publicitário Thyago Augusto Mourão Taques, criador do perfil humorístico @capivara.play no Instagram. Ao todo, Abílio pede R$ 70 mil em indenizações, além da remoção das postagens e direito de resposta e retratação pública.
As ações foram protocoladas no Juizado Especial Cível de Cuiabá e têm como base publicações feitas após o rompimento político entre Abílio e sua vice-prefeita, Vânia Rosa (Novo), exonerada da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) no início de agosto.
Na primeira ação, Abílio solicita R$ 30 mil de indenização de Popó Pinheiro, irmão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), com quem Brunini tem histórico de embates políticos. A publicação alvo foi feita em 8 de agosto no “Blog do Popó” com a manchete: “‘Vou mostrar o verdadeiro Abílio’: vice sai transtornada e só faltou derrubar porta em briga no 7º andar”. A defesa do prefeito afirma que a matéria é baseada em “meras suposições, sem qualquer comprovação”, e acusa Popó de tentar desestabilizar politicamente a gestão com informações falsas.
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O documento também menciona que Popó foi indiciado na Operação Fake News da Polícia Civil, por supostamente criar e divulgar notícias falsas contra autoridades públicas. A petição argumenta que o blogueiro possui um “modus operandi reiterado” com o objetivo de “manipular a opinião pública” e que isso estaria sendo usado em uma “campanha sistemática de desinformação” contra Abílio.
Já na segunda ação, o prefeito pede R$ 40 mil de Thyago Mourão por uma publicação no perfil @capivara.play, com mais de 26 mil seguidores. A postagem, feita em 11 de agosto, utilizou imagens geradas por inteligência artificial para retratar o prefeito e sua vice de forma satírica, com legendas e hashtags consideradas “jocosas e depreciativas” pela defesa.
Segundo os advogados de Abílio, o conteúdo ultrapassa os limites da crítica política e se configura como ataque pessoal, com potencial de expor o prefeito ao “escárnio público e à chacota”. A petição também afirma que a publicação teria sido impulsionada artificialmente, aumentando seu alcance nas redes sociais, e classifica o conteúdo como “capacitista” e ofensivo à moral do chefe do Executivo.
Nas duas ações, a defesa sustenta que, embora a Constituição Federal assegure a liberdade de expressão e de imprensa, esses direitos não são absolutos e não se sobrepõem à honra e à imagem pessoal. Os advogados alegam que os conteúdos atacam diretamente a dignidade do prefeito e que se trata de ofensas pessoais, e não de manifestações legítimas de opinião.
Até o momento, os alvos das ações não se manifestaram publicamente sobre os processos.
Nortão MT com HNT







