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quarta-feira, 3, junho, 2026

Servidores da Prefeitura de Sinop são alvos de operação que investiga suposta ligação com facção criminosa

Dois servidores comissionados da Prefeitura de Sinop foram alvos da Operação Aliança Oculta, deflagrada nesta terça-feira (3) pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). A investigação apura uma possível ligação dos investigados com a facção criminosa Comando Vermelho e a suposta influência da organização na administração pública municipal.

Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão com apoio do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Celulares, documentos e mídias digitais foram recolhidos e serão submetidos à perícia para auxiliar no aprofundamento das investigações.

Em nota, a Prefeitura de Sinop informou que tomou conhecimento da ação quando uma pessoa vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social foi conduzida por agentes responsáveis pela operação. O município também confirmou que foram realizadas buscas nas residências de dois servidores ligados à pasta.

Segundo a administração municipal, até o momento não houve comunicação formal sobre o conteúdo, a extensão ou as circunstâncias das investigações.

“Até o momento, o Município não foi formalmente comunicado sobre o teor, a extensão ou as circunstâncias das investigações em curso, que recaem sobre pessoas físicas. A Administração Municipal reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética e a transparência na gestão pública, não compactuando com quaisquer práticas irregulares”, informou a Prefeitura em nota.

O município acrescentou que está à disposição para colaborar com as autoridades e que acompanhará o andamento do caso, adotando as medidas administrativas cabíveis conforme as informações oficiais forem disponibilizadas pelos órgãos competentes.

De acordo com o Gaeco, as investigações tiveram início após a apreensão de aparelhos celulares de suspeitos de tráfico de drogas durante operações anteriores. A análise do material revelou indícios de que eventos populares estariam sendo financiados com recursos provenientes da facção criminosa.

Segundo os investigadores, as festas eram apresentadas como atividades de entretenimento, mas teriam sido utilizadas para promover a organização criminosa, atrair novos integrantes e ampliar sua influência em determinadas comunidades.

As apurações também apontam que os servidores investigados poderiam ter facilitado ações do grupo criminoso, inclusive por meio da utilização da estrutura pública para obtenção de vantagens e fortalecimento das atividades da facção.

NORTÃO MT

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