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quarta-feira, 3, junho, 2026

Ex-seminarista é alvo de operação por suposta perseguição contra padre e bispo em MT

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (3), a Operação Veritas para investigar supostos crimes de perseguição, calúnia, difamação e injúria contra integrantes da Diocese de Barra do Garças, a 508 quilômetros de Cuiabá. Um dos alvos da ação foi o ex-estagiário pastoral Rodolpho Raphael de Oliveira Santos.

A operação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças e contou com autorização judicial para cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência do investigado, em Cuiabá.

Segundo as investigações, após seu desligamento das atividades pastorais, Rodolpho Raphael teria passado a divulgar conteúdos com acusações direcionadas ao bispo da Diocese de Barra do Garças, Dom Paulo Renato Fernandes Gonçalves de Campos, e ao padre Vandilson Pereira Sobrinho.

De acordo com a Polícia Civil, as publicações continham alegações relacionadas à suposta omissão institucional e a possíveis favorecimentos dentro da estrutura da Igreja. As mensagens teriam sido disseminadas por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens, e-mails e outras plataformas digitais, alcançando integrantes da comunidade religiosa, autoridades públicas e veículos de comunicação.

Durante as investigações, foram reunidos depoimentos de vítimas e testemunhas, além de documentos, capturas de tela, registros digitais e relatórios técnicos que embasam o inquérito policial.

As medidas cautelares foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Barra do Garças, após pedido apresentado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Conforme a decisão, o investigado está proibido de manter qualquer tipo de contato, direto ou indireto, com Dom Paulo Renato e o padre Vandilson Pereira Sobrinho.

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A Justiça também determinou que ele mantenha distância mínima de 200 metros das supostas vítimas e se abstenha de publicar, compartilhar, repostar ou impulsionar conteúdos considerados ofensivos, intimidatórios ou persecutórios relacionados aos religiosos em redes sociais, aplicativos de mensagens ou quaisquer plataformas digitais vinculadas aos fatos investigados.

Na decisão, o magistrado ressaltou que as medidas não configuram restrição genérica à liberdade de expressão, mas têm como objetivo evitar a continuidade das condutas que estão sendo apuradas no inquérito.

Além disso, foi autorizado o compartilhamento de provas produzidas em outro procedimento investigativo em andamento na Delegacia de Polícia de Alto Araguaia, que possui relação com os fatos investigados em Barra do Garças.

Por outro lado, a Justiça rejeitou parte dos pedidos formulados pela Polícia Civil, entre eles a proibição ampla de frequência do investigado a ambientes religiosos e institucionais, bem como a aplicação imediata de multa em caso de eventual descumprimento das medidas cautelares.

Durante o cumprimento dos mandados, os investigadores foram autorizados a apreender celulares, computadores, notebooks, tablets, mídias digitais, documentos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos. O conteúdo será submetido à perícia técnica para aprofundamento das investigações.

O juiz responsável pelo caso advertiu que o eventual descumprimento das determinações judiciais poderá resultar na adoção de medidas mais rigorosas, incluindo a decretação da prisão preventiva do investigado.

O inquérito segue em andamento para apurar as circunstâncias dos fatos e eventual responsabilização criminal dos envolvidos.

NORTÃO MT COM ESTADÃO MT

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