
Celebrado no dia 26 de abril, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial chama a atenção para uma das doenças mais comuns e perigosas da atualidade. Conhecida como pressão alta, a condição costuma evoluir de forma silenciosa e, em muitos casos, só é descoberta quando já há comprometimento de órgãos vitais.
A hipertensão é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares graves, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). Em Mato Grosso, somente em 2025, foram registradas 4.635 mortes relacionadas a infarto, AVC e insuficiência cardíaca, segundo dados do Ministério da Saúde.
No cenário nacional, os números também preocupam. De acordo com levantamento da Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o Brasil contabilizou 156.981 mortes por infarto e 130.963 por AVC.
O médico intensivista e membro da ONA, Fábio Basílio, explica que a hipertensão é um fator de risco modificável, ou seja, pode ser controlada com acompanhamento adequado, reduzindo significativamente as chances de complicações. “Quando falamos sobre infarto e derrame, precisamos lembrar que o tempo é essencial. Quanto antes o diagnóstico e o tratamento, maiores as chances de salvar vidas”, destaca.
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Casos reais reforçam a importância da atenção aos sinais. A jornalista Fernanda Marques Dorta de Oliveira, de 39 anos, descobriu a hipertensão aos 28, durante uma consulta por dores estomacais. Ao aferir a pressão, o médico identificou níveis elevados e a encaminhou para avaliação cardiológica.
Na época, ela já apresentava sintomas como dores de cabeça, irritação e suor excessivo. Durante a gestação, precisou de acompanhamento intensivo e desenvolveu pré-eclâmpsia, o que levou a um parto prematuro.
Especialistas alertam que sintomas como dor ou pressão no peito, queimação e dor abdominal podem indicar infarto, enquanto perda de força em um lado do corpo, fala arrastada e desvio facial podem ser sinais de AVC. Em qualquer um desses casos, a recomendação é buscar atendimento médico imediato.
A principal orientação é a prevenção: manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas, evitar o consumo excessivo de sal, não fumar e realizar check-ups regulares são medidas fundamentais para o controle da pressão arterial e a redução de riscos à saúde.
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