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terça-feira, 5, maio, 2026

Operação Roleta Russa mira facção e impede saída de criminoso que comandava esquema de dentro da prisão

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (5), a Operação Roleta Russa, que revelou a atuação de um integrante de facção criminosa que continuava coordenando atividades ilícitas mesmo custodiado na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

Ao todo, foram cumpridas 12 ordens judiciais, entre elas dois mandados de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão, além do sequestro de um veículo de luxo e bloqueio de contas bancárias que podem alcançar até R$ 10 milhões. As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias.

As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), apontam que o principal alvo utilizava sua influência dentro da facção para comandar o tráfico de drogas, extorsões e outras práticas criminosas, mesmo estando preso.

De acordo com a apuração, o investigado atuava na expansão territorial da organização criminosa em bairros de Cuiabá, como Planalto e Altos da Serra, além de negociar entorpecentes com fornecedores bolivianos e administrar os lucros obtidos com as atividades ilegais.

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Embora tenha conquistado o direito à progressão de regime no início deste mês, a Justiça expediu um novo mandado de prisão preventiva, impedindo que ele deixasse o regime fechado.

Outro alvo da operação foi o primo do investigado, apontado como responsável por executar ordens e operacionalizar as ações criminosas fora da unidade prisional.

A Polícia Civil também identificou um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro. Conforme as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 20 milhões em cerca de três anos, utilizando familiares e terceiros para ocultar patrimônio e disfarçar valores oriundos do crime.

Entre os investigados está a esposa do líder da facção, que, mesmo sem renda formal comprovada, mantinha elevado padrão de vida, com imóveis e um veículo de luxo, que foi alvo de sequestro judicial.

Além disso, seis contas bancárias foram bloqueadas por determinação da Justiça, incluindo a de uma advogada que já havia sido alvo de outra operação policial.

A ofensiva integra a Operação Pharus, estratégia da Polícia Civil de Mato Grosso voltada ao enfrentamento das facções criminosas em 2026, e também faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

NORTÃO MT COM HNT

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