
Moacir Gonçalves foi condenado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá a 52 anos de reclusão, em regime fechado, pelo crime de homicídio qualificado. Ele matou a tiros a ex-namorada, e os pais dela em 2009.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, o caso aconteceu em 8 de setembro de 2009, na Capital. Moacir usou uma arma de fogo e disparou contra sua ex-companheira, Alessandra de Paula Leandro, a dela Maria Aparecida de Paula Leandro, e do padrasto, Levi Monteiro de Souza, causando a morte dos três.
De acordo com as investigações, o crime foi motivado porque Moacir não aceitava o término do relacionamento. Além disso, foi apurado que a relação era marcada por violência doméstica, com ameaças reiteradas contra a ex-companheira e seus familiares.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram que o acusado agiu de forma premeditada, com extrema violência, efetuando disparos na região da cabeça das vítimas.
Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza presidente Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena total de 52 anos de reclusão, considerando a prática de três homicídios qualificados.
Relembre o caso
Moacir Gonçalves Junior, de 50 anos, é acusado de matar a tiros a ex-mulher, Alexandra de Paula Leandro, e os sogros, Noel Leandro Filho e Maria Aparecida de Paula Leandro, em setembro de 2009.
Na época do crime, Moacir também foi até a escola dos filhos com a intenção de matá-los, mas as crianças foram resgatadas pela polícia. Ele deixou uma carta no local do crime culpando a ex-mulher pela tragédia, alegando que ela não o deixava ver os filhos.
Ele estava foragido da polícia, e foi preso em San Ignacio de Velasco, na Bolívia, e transferido para Cuiabá em 2025. Com o foragido, foram apreendidas seis armas de fogo (cinco espingardas e um revólver).
Após a prisão, a Justiça da Bolívia determinou a deportação de Moacir. Ele foi entregue em Corumbá (MS), passou por audiência de custódia e foi transferido para Cuiabá.
MÍDIA JUR








