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quinta-feira, 25, junho, 2026

Algodão tem bom desenvolvimento em Sorriso, mas chuvas fora de época preocupam produtores

Secom – MT

A safra de algodão apresenta bom desenvolvimento em Sorriso, no norte de Mato Grosso, favorecida pelas chuvas registradas ao longo do ciclo da cultura. No entanto, produtores rurais estão atentos aos impactos que as precipitações fora de época podem causar durante a colheita.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Diogo Damiani, os volumes de chuva contribuíram para o crescimento das lavouras, especialmente durante a fase de frutificação e formação dos botões florais.

“A cultura do algodão recebeu bons volumes de chuva, o que ajudou bastante no desenvolvimento da lavoura”, afirmou.

A colheita já começou em algumas propriedades da região. Apesar do cenário positivo, o excesso de chuva nas últimas semanas acende um alerta para possíveis prejuízos na qualidade da pluma, principal produto comercializado pelos cotonicultores.

“Essa chuva mais intensa pode impactar principalmente a qualidade da pluma do algodão e causar perdas ao produtor rural”, explicou.

Secom – MT

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Período de estiagem

Além do andamento da colheita, o setor acompanha o período de estiagem, característico desta época do ano em Mato Grosso. Conforme Damiani, o estado registra, em média, seis meses de chuvas, entre setembro e abril, seguidos por um período seco que se estende até a primeira quinzena de setembro.

Durante a estiagem, os produtores realizam atividades de preparação para a próxima safra, como correções de solo, aplicação de calcário, adubação e manutenção de máquinas agrícolas.

Outro trabalho considerado fundamental é o monitoramento e a prevenção de queimadas nas áreas produtivas.

Segundo o presidente do sindicato, incêndios podem comprometer a matéria orgânica do solo e afetar a produtividade das lavouras por vários anos.

Preocupação com o El Niño

O setor também acompanha as previsões climáticas para os próximos meses. A expectativa é de que o fenômeno El Niño influencie o regime de chuvas no país, aumentando os volumes no Sul e reduzindo a regularidade das precipitações em parte da região Norte e Centro-Oeste.

De acordo com Damiani, caso o fenômeno se intensifique, podem ocorrer períodos mais longos de veranico durante o desenvolvimento das lavouras.

“Nós tivemos uma situação semelhante na safra 2023/2024, que impactou significativamente a produção em Mato Grosso”, lembrou.

A soja é apontada como uma das culturas mais vulneráveis à falta de chuva, principalmente durante a fase de enchimento dos grãos.

Apesar das previsões, os produtores esperam que as chuvas ocorram de forma regular no início da próxima temporada, garantindo a umidade necessária para o plantio após o fim do vazio sanitário da soja.

NORTÃO MT

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