
Uma comissão de pais de alunos da zona rural de Juara, com apoio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, protocolou uma denúncia junto ao Ministério Público apontando uma série de supostas irregularidades no transporte escolar que atende comunidades do interior do município.
Conforme publicado pelo Porto Notícias, o documento cita problemas em diversas linhas rurais, entre elas Porteira Branca 1 e 2, Gleba Escondida, Matrinxã, Bertozzi, Porta do Céu e Bandeirante. Os denunciantes pedem que o Ministério Público investigue os fatos e adote medidas para garantir a segurança e a regularidade do serviço.
Segundo a denúncia, estudantes enfrentam diariamente dificuldades para chegar às escolas devido a falhas operacionais, veículos superlotados, ausência de monitores, condições precárias das estradas e pontes, além da utilização de veículos considerados inadequados para o transporte escolar.

Um dos casos relatados como mais graves teria ocorrido no fim de abril, na Linha Porteira Branca. De acordo com os pais, uma van escolar ficou atolada em um trecho da estrada e cinco crianças, com idades entre 5 e 12 anos, teriam sido orientadas a caminhar sozinhas por cerca de dois quilômetros em busca de ajuda. Conforme o relato, os estudantes receberam auxílio de um morador da região.
A comissão afirma ainda que muitos alunos iniciam a rotina antes das 4h da manhã e percorrem trajetos que podem chegar a aproximadamente 140 quilômetros por dia. Segundo os denunciantes, a frota insuficiente contribui para situações frequentes de superlotação.
“Crianças maiores precisam carregar as menores no colo. Com os buracos e as pontes danificadas, já ocorreram acidentes dentro dos veículos”, relatou um integrante da comissão que preferiu não se identificar.
Outro ponto questionado é a falta de monitores nos veículos. Os pais afirmam que os próprios estudantes seriam responsáveis por abrir e fechar as portas durante os deslocamentos. Além disso, constantes quebras mecânicas e atoleiros estariam provocando atrasos e faltas escolares.
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A denúncia também menciona uma empresa terceirizada responsável por uma das rotas. Segundo os moradores, um veículo Chevrolet Spin estaria sendo utilizado para transportar estudantes sem identificação obrigatória de transporte escolar e sem os requisitos exigidos pela legislação.
Os pais também relataram dificuldades para obter documentos relacionados à frequência escolar dos alunos, que seriam utilizados para comprovar os prejuízos causados pelas falhas no transporte.
Diante das denúncias, o Ministério Público analisa a possibilidade de instaurar um Inquérito Civil Público para apurar os fatos e avaliar eventuais medidas que garantam mais segurança e qualidade no transporte dos estudantes da zona rural.
A reportagem do Nortão MT tentou contato com a Prefeitura de Juara por meio de ligações telefônicas e mensagens via WhatsApp para obter um posicionamento sobre as denúncias apresentadas pelos pais e pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Até a publicação desta matéria, não houve retorno ou manifestação oficial da administração municipal. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
Com informações do Porto Notícias.
NORTÃO MT











