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sexta-feira, 8, maio, 2026

STF proíbe juízes e membros do MP de receberem valores em mais de um contracheque

Gustavo Moreno/STF

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram, nesta sexta-feira (8), reforçar a proibição de pagamentos extras a magistrados e integrantes do Ministério Público por meio de mais de um contracheque.

A decisão foi assinada conjuntamente pelos ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin e mira o pagamento dos chamados “penduricalhos”, benefícios que podem elevar a remuneração acima do teto constitucional.

Entre esses pagamentos estão auxílios e verbas indenizatórias, como auxílio-moradia, auxílio-paletó e outras gratificações adicionais.

Com a determinação, os valores pagos deverão constar em contracheque único, com transparência total e correspondência exata ao montante depositado nas contas bancárias dos beneficiários.

Além disso, as informações deverão ser publicadas integralmente nos portais de transparência dos órgãos, sob risco de responsabilização. A decisão também veda revisões, reclassificações ou reestruturações de comarcas, cargos, funções e unidades funcionais que possam resultar em benefícios financeiros indiretos.

A restrição se aplica ao Poder Judiciário, Ministérios Públicos, tribunais de contas, advocacias públicas e defensorias públicas.

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Os ministros reforçaram ainda que seguem proibidas normas criadas para contornar decisões anteriores do STF, incluindo medidas relacionadas a gratificações por acúmulo de funções, plantões e novas classificações de comarcas, como as consideradas de “difícil provimento”.

Segundo o Supremo, essas restrições estão em vigor desde 25 de março.

Na decisão, os ministros destacaram que apenas o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) possuem competência para regulamentar esse tipo de pagamento.

“Essa atribuição visa manter a simetria constitucional e o caráter nacional das instituições, não podendo ser delegada a outros órgãos ou tribunais superiores”, afirmaram.

O entendimento reforça decisão recente do plenário do STF que impôs limites rigorosos ao pagamento de verbas extras a juízes e membros do Ministério Público, em resposta a movimentações consideradas tentativas de burlar o teto constitucional.

R7 NOTICIAS COM NORTÃO MT

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