Suinocultura de Mato Grosso cresce 17,1% e estado já responde por 4,78% da produção nacional

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Suinocultura de Mato Grosso cresce 17,1% e estado já responde por 4,78% da produção nacional

A suinocultura de Mato Grosso iniciou 2026 em ritmo de expansão, mas o crescimento da produção também aumenta a necessidade de controle dos custos e das margens de lucro nas propriedades. O número de suínos criados no estado cresceu 17,1% em relação ao ano anterior, enquanto o plantel de matrizes registrou a terceira alta consecutiva e ficou 31,94% acima da média histórica.

Mato Grosso ocupa atualmente a sexta posição entre os maiores produtores de suínos do Brasil e responde por 4,78% da produção nacional. Nas últimas três décadas, o número de matrizes no estado saltou de aproximadamente 5 mil para 135 mil animais.

O avanço é resultado da profissionalização das granjas e dos investimentos realizados ao longo dos anos na cadeia produtiva. No entanto, a expansão ocorre em um cenário de pressão sobre os preços recebidos pelos produtores, tornando o controle financeiro cada vez mais importante para a sustentabilidade da atividade.

Nesse contexto, o acompanhamento dos custos de produção é considerado fundamental para auxiliar nas decisões relacionadas à compra de insumos, realização de investimentos e comercialização dos animais.

O Projeto Custo de Produção Agropecuária, desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), por meio do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), monitora 12 atividades no estado a partir de 57 painéis modais. Na última rodada consolidada, três desses painéis foram direcionados à suinocultura.

Entre os principais componentes dos custos está a alimentação. A qualidade das matérias-primas utilizadas na fabricação das rações influencia diretamente o desempenho dos animais e, consequentemente, o resultado financeiro das granjas.

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Além da alimentação, os produtores precisam acompanhar despesas com mão de obra, energia elétrica, medicamentos e sanidade, manutenção, manejo de resíduos e financiamento. Em grandes plantéis, pequenas variações nos custos recorrentes podem representar impactos significativos na margem de lucro.

Um diagnóstico apresentado pelo AgriHub durante o 5º Simpósio de Suinocultura reuniu informações de 123 produtores dos principais polos de Mato Grosso. O levantamento identificou 66 apontamentos, que foram organizados em 32 desafios estratégicos para o setor.

Entre os principais problemas citados estão a qualidade das rações, comercialização dos animais, acesso ao crédito, capacitação da mão de obra, assistência técnica e gestão operacional.

A pesquisa ouviu produtores das regiões de Sorriso e Campo Verde. Entre as propriedades analisadas, 45,4% trabalham no sistema de ciclo completo, enquanto 36,6% são unidades produtoras de leitões e 18,18% atuam na etapa de terminação.

Em relação ao tamanho dos plantéis, 40% das granjas possuem entre 1,5 mil e 3 mil animais, enquanto outros 40% trabalham com rebanhos superiores a 12 mil cabeças.

O crescimento da suinocultura reforça a importância da atividade para o agronegócio mato-grossense, mas também impõe novos desafios aos produtores. Com o aumento da oferta, o setor precisa conciliar escala, tecnologia, produtividade e eficiência na gestão para garantir que os ganhos de produção se transformem em rentabilidade.

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