Tatuador é morto a tiros dentro de casa em Sorriso; polícia apura possível ligação com investigação sobre facção

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O tatuador Leandro Perboni, de 44 anos, foi morto a tiros na tarde deste sábado (27), em uma residência onde também funcionava seu estúdio de tatuagem, em Sorriso, no norte de Mato Grosso. Um homem de 34 anos também foi baleado durante o ataque e foi socorrido com vida.

Segundo a Polícia Militar, equipes foram acionadas após denúncias de disparos de arma de fogo. Ao chegarem ao endereço, encontraram Leandro caído na área externa do estúdio, com diversas perfurações provocadas por disparos de arma de fogo. O Corpo de Bombeiros esteve no local e confirmou a morte da vítima.

O segundo homem baleado já havia sido levado por moradores à Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Conforme avaliação médica preliminar, ele foi atingido por um disparo no lado direito do abdômen e não corre risco de morte.

De acordo com as primeiras informações levantadas pela polícia, três homens chegaram ao imóvel e seguiram até o estúdio de tatuagem, localizado nos fundos da residência. No local, eles renderam Leandro e realizaram uma chamada de vídeo utilizando um telefone celular.

Na sequência, os suspeitos levaram o tatuador para a parte externa da casa, onde efetuaram diversos disparos. Durante a ação, o outro homem que estava no imóvel também foi atingido.

Após o crime, os autores fugiram em um veículo. Até a publicação desta reportagem, nenhum suspeito havia sido preso.

A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que investigam a autoria e a motivação do homicídio.

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Investigação

A Polícia Civil também apura uma possível relação entre o crime e informações obtidas pelo setor de inteligência sobre um suposto monitoramento da vítima por integrantes de uma facção criminosa.

Segundo a investigação, uma mensagem interceptada no dia 24 de junho, três dias antes do homicídio, indicava que Leandro, conhecido pelo apelido de “Liá”, era alvo de suspeitas dentro da organização criminosa. No conteúdo, integrantes mencionam a suspeita de que ele teria repassado drogas a uma mulher e utilizam o termo “cabrito”, expressão empregada no meio criminoso para se referir a pessoas suspeitas de agir contra os interesses da facção ou de fornecer informações.

Ainda conforme a mensagem, integrantes do grupo afirmavam ter realizado uma averiguação no celular de Leandro, mas disseram não ter encontrado elementos que comprovassem a suspeita. O texto relata que foram localizadas apenas conversas relacionadas ao trabalho e à família, motivo pelo qual ele teria sido liberado naquele momento.

Apesar disso, a comunicação interceptada informava que Leandro permaneceria sob observação por integrantes do chamado “quadro disciplinar” da facção.

A Polícia Civil destaca que o conteúdo da mensagem faz parte das linhas de investigação e que, até o momento, não há confirmação de que ela tenha relação direta com o homicídio. As circunstâncias e a motivação do crime seguem sendo apuradas.

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