
A Polícia Civil revelou nesta terça-feira (19) a identidade dos investigados presos durante a Operação Eidolon e a Operação Falso Mestre, deflagradas em Sorriso para desarticular esquemas criminosos envolvendo desvio de veículos apreendidos, falsificação documental, corrupção, estelionato e lavagem de dinheiro.
Entre os alvos presos estão o juiz de paz Idelbrando Abadia Rodrigues, apontado como figura central das investigações, além do servidor da Câmara Municipal Antonio Jocemar Pedroso da Silva, irmão da ex-primeira-dama de Sinop.
Também foram presos o agente de trânsito Jesse Ferreira de Barros, Everton Monteiro Chagas, Wesley da Silva Monteiro, Gabriel Castro Lima, Charles Adriano dos Santos e Jhonny Lourenço de Oliveira.
Segundo a Polícia Civil, o juiz de paz teria papel estratégico no esquema criminoso, atuando como facilitador na autenticação e validação de documentos utilizados para liberar ilegalmente veículos apreendidos que estavam sob responsabilidade da administração municipal.

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A segunda fase da Operação Eidolon investiga um esquema estruturado formado por servidores públicos, intermediários, falsificadores e receptadores. Conforme as investigações, o grupo selecionava principalmente motocicletas e veículos com baixa possibilidade de recuperação pelos proprietários para aplicar as fraudes.
A partir disso, eram produzidas procurações falsas, documentos adulterados e registros irregulares para retirada dos veículos dos pátios conveniados ao município.
Os investigadores apontam ainda que parte dos suspeitos possuía acesso privilegiado a sistemas públicos e ligação direta com cartórios e procedimentos de autenticação documental. Um guarda municipal é apontado como liderança operacional do esquema.
Durante a operação, a Justiça autorizou cinco mandados de prisão, nove mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias, suspensão de empresas, afastamento de funções públicas e quebra de sigilo financeiro dos investigados.

De acordo com a Polícia Civil, o esquema pode ter causado o desvio de pelo menos 69 veículos da administração pública municipal. Os investigados utilizavam documentos digitais adulterados, inclusive por meio da plataforma Gov.br, além de procurações emitidas irregularmente mediante pagamento em cartórios.
As investigações indicam ainda que um dos servidores recebia entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil por cada veículo liberado ilegalmente.
Em nota, a Prefeitura de Sorriso informou que o guarda municipal investigado já havia sido afastado preventivamente das funções desde outubro de 2025 e responde a Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
Operação Falso Mestre investigou golpes com financiamentos fraudulentos
Já a Operação Falso Mestre teve início após uma vítima denunciar um suposto golpe relacionado à matrícula em curso da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Segundo a investigação, um antigo professor da vítima teria utilizado documentos pessoais obtidos através da relação de confiança para realizar financiamentos fraudulentos de veículos.
A Polícia Civil identificou pelo menos dois financiamentos irregulares de automóveis, além de movimentações financeiras suspeitas e participação de pessoas envolvidas na falsificação de documentos e regularização fraudulenta dos veículos.
Nesta operação, foram cumpridos dois mandados de prisão e sete mandados de busca e apreensão. Os investigados poderão responder por crimes de estelionato, lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsificação de documentos públicos.
Ao todo, as duas operações resultaram em sete prisões, 16 mandados de busca e apreensão e diversas medidas cautelares patrimoniais e financeiras autorizadas pela Justiça.
NORTÃO MT












