
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (3) a Operação Mens Occulta para desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico internacional de cocaína e na lavagem de dinheiro. Entre os principais investigados estão um empresário, uma advogada e uma psicóloga, integrantes da mesma família, apontados como responsáveis pela estrutura central do grupo criminoso.
Segundo a Polícia Federal, as investigações identificaram que Mario Sergio Nunes e as filhas Brenda da Silva Nunes e Bruna Nunes integrariam o núcleo principal da organização, que teria base em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
As apurações apontam que a quadrilha trazia cocaína do Paraguai para o Brasil por meio de rotas que passavam por Mato Grosso do Sul. A droga era escondida em caminhões, transportada até Uberlândia e posteriormente distribuída para diversas cidades e estados do país.
De acordo com a Polícia Federal, ao longo de aproximadamente dois anos de investigação, o grupo foi relacionado à apreensão de cerca de 2,9 toneladas de cocaína em 11 operações distintas.
Prisões e suspeita de tentativa de fuga
Mario Sergio Nunes e a filha Brenda da Silva Nunes foram presos em um hotel na cidade de Uberaba durante o cumprimento dos mandados judiciais.
Segundo o delegado da Polícia Federal, Felipe Martins Perez Garcia, Brenda exerceria papel de destaque dentro da organização e seria considerada o braço direito do pai nas atividades investigadas.
Já a outra filha investigada, Bruna Nunes, era considerada foragida até a última atualização divulgada pelas autoridades.
Além deles, a esposa de Mario Sergio e genros da família também foram alvos de medidas judiciais no âmbito da operação.

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Patrimônio milionário chama atenção dos investigadores
Durante as investigações, a Polícia Federal identificou um patrimônio considerado incompatível com a renda oficialmente declarada pelos investigados.
Entre os bens atribuídos à família estão ranchos às margens da Represa de Miranda, apartamentos, embarcações, motos aquáticas, cavalos de raça, veículos importados e um motorhome de luxo avaliado em aproximadamente R$ 1,2 milhão.
Segundo a investigação, o veículo era frequentemente utilizado em viagens para competições equestres realizadas em Barretos, no interior de São Paulo.
Movimentações financeiras sob investigação
A Polícia Federal também apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro utilizado para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas.
Relatórios de inteligência financeira apontaram movimentações que somam cerca de R$ 70 milhões nos últimos cinco anos, sem comprovação de origem compatível com as atividades econômicas declaradas pelos investigados.
Conforme a PF, os valores teriam sido ocultados por meio da aquisição de bens de alto valor e da utilização de empresas supostamente criadas para mascarar a origem dos recursos.
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Operação mobilizou 230 policiais
A Operação Mens Occulta mobilizou cerca de 230 policiais federais para o cumprimento de 25 mandados de prisão preventiva e 49 mandados de busca e apreensão.
As ações ocorreram simultaneamente em cidades de Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, incluindo os municípios de Uberlândia, Uberaba, Araguari, Ituiutaba, Centralina, Araporã, Belo Horizonte, Cariacica, Campo Grande e Corumbá.
O nome da operação faz referência à expressão em latim “Mens Occulta”, que significa “mente oculta”, em alusão à estratégia que, segundo os investigadores, teria sido adotada pelo líder da organização para evitar exposição direta e ocultar as atividades criminosas.
Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações continuam.
NORTÃO MT








