
Os produtores rurais de Mato Grosso já devem cumprir as regras do vazio sanitário da soja, período em que é proibida a manutenção de plantas vivas da cultura nas propriedades agrícolas. A medida segue em vigor até 6 de setembro e tem como principal objetivo combater a ferrugem asiática, doença considerada uma das mais prejudiciais à produção de soja.
Durante os 90 dias de restrição, não é permitida a existência de plantas de soja em qualquer fase de desenvolvimento. A determinação faz parte das estratégias de defesa sanitária adotadas para reduzir a presença do fungo causador da ferrugem asiática entre uma safra e outra.
Segundo especialistas, o fungo depende de plantas vivas para sobreviver. Com a eliminação completa da cultura durante a entressafra, o ciclo de reprodução do patógeno é interrompido, diminuindo a pressão da doença sobre as lavouras da próxima temporada.
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A fiscalização será realizada pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), que deve intensificar as inspeções em propriedades rurais de todas as regiões do estado para verificar o cumprimento da norma.
Os produtores que forem flagrados mantendo plantas de soja durante o período poderão ser autuados. A legislação prevê multa equivalente a 30 Unidades Padrão Fiscal (UPFs), atualmente estimada em R$ 7.855,20, além da cobrança adicional de duas UPFs por hectare em situação irregular.
A ferrugem asiática é considerada uma das principais ameaças à rentabilidade da soja. A doença provoca desfolha precoce das plantas, reduz o enchimento dos grãos e pode causar perdas significativas de produtividade, além de elevar os custos de manejo e controle nas lavouras.
NORTÃO MT










