
Um investigador da Polícia Civil foi afastado cautelarmente das funções após se tornar alvo de uma investigação que apura a suposta prática de tortura dentro da Delegacia de Polícia de Pontes e Lacerda.
As medidas judiciais foram cumpridas nesta semana pela própria Polícia Civil, que também realizou buscas e apreensões relacionadas ao caso. O servidor investigado é Djande dos Santos Souza.
A decisão foi autorizada pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, após representação apresentada pela Polícia Civil e parecer favorável do Ministério Público.
Segundo as investigações, conduzidas pela Delegacia Regional de Pontes e Lacerda com apoio da Corregedoria-Geral da instituição, a suposta tortura teria ocorrido no dia 31 de janeiro deste ano, nas dependências da unidade policial.
Um dos principais desafios da apuração é a identificação da vítima, que até o momento não foi localizada nem formalmente identificada pelos investigadores.
Durante o andamento do inquérito, a Justiça considerou elementos apresentados pela investigação que apontam para a necessidade do afastamento cautelar do policial. A decisão também menciona outros episódios envolvendo o servidor, entre eles um disparo acidental ocorrido em 2017, a perda de uma arma institucional em 2023 e o furto de uma motocicleta da Polícia Civil que estava sob sua responsabilidade no início deste ano.
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As investigações ainda apuram suspeitas de que o investigador teria recebido informações internas sobre procedimentos instaurados contra ele, levantando a hipótese de eventual vazamento de dados sigilosos relacionados às apurações.
Além do afastamento da função pública, a Justiça determinou o recolhimento da arma funcional do policial, proibiu sua entrada em unidades da Polícia Civil e vetou qualquer contato com testemunhas e servidores ligados ao caso.
Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos na residência do investigado. Durante a operação, foram recolhidos equipamentos eletrônicos que passarão por análise pericial após autorização judicial para extração de dados.
Em nota, a Polícia Civil informou que o inquérito permanece em andamento e que as diligências buscam esclarecer completamente os fatos, identificar a suposta vítima e apurar possíveis crimes relacionados, incluindo eventual vazamento de informações sigilosas e interferência nas investigações.
NORTÃO MT










