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quinta-feira, 18, junho, 2026

“Gigante do agro” oferece R$ 1,8 bi por fazenda de 41 mil hectares em MT

Grupo Bom Futuro

O Grupo Bom Futuro, que pertence aos irmãos Eraí, Elusmar e Fernando Maggi Scheffer, foi a companhia que ofereceu R$ 1,85 bilhão para adquirir 41,2 mil hectares da Radar — joint venture entre Cosan e a firma de investimentos Nuveen — em Mato Grosso, apurou . O acordo para a venda da área foi anunciado na manhã desta quarta-feira.

Nesses termos, a transação sairia por 427 sacas por hectare. O cálculo feito por considera que a soja negocia perto de R$ 105 por saca nos dois municípios, conforme dados do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária).

A oferta mostra o apetite do empresário Eraí Maggi, um dos titãs do agronegócio brasileiro. No ano passado, a companhia já havia mais de R$ 1,5 bilhão para comprar duas fazendas quer pertenciam à Proterra, firma de private equity saída das costelas da Cargill.

Desta vez, no entanto, a aquisição ainda não é certa e depende da SLC, maior companhia agrícola do mundo. Como opera cerca de 70% dessas fazendas por meio de arrendamento com a Radar, a empresa da família Logemann pode exercer o direito de preferência sobre as áreas que arrenda.

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As fazendas que a Radar está vendendo ficam em uma área nobre de Mato Grosso, próxima aos municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. Além da SLC, que opera a maior parte sob arrendamento, a própria Bom Futuro arrenda uma parte desses 41 mil hectares, assim como outros grupos.

Para levar todas as áreas oferecidas pela Radar, o grupo de Eraí Maggi precisa esperar o período de exercício dos respectivos direitos de preferência. No mercado, ainda há dúvidas sobre a disposição da SLC. Embora a companhia gaúcha seguramente tenha como bancar a aquisição graças à saudável estrutura de capital, as compras de terras feitas nos últimos dois anos sugerem que o momento agora é de reduzir a alavancagem.

Quem conhece a família Logemann, no entanto, aposta que eles vão exercer o direito. “Eles não vão perder uma área como essa”, avaliou uma fonte. Procurada, a SLC não respondeu até a publicação desta matéria.

THE AGRI BIZ

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