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sexta-feira, 6, março, 2026

“Dói todos os dias e a cada minuto”, desabafa filha de empresária assassinada em Lucas do Rio Verde

Em um relato comovente publicado nas redes sociais, a biomédica Caroline Fernandes, de 24 anos, expressou a dor e a saudade pela perda da mãe, a empresária Gleici Keli Geraldo de Souza, brutalmente assassinada a facadas no último dia 24 de junho, em Lucas do Rio Verde (MT). O crime chocou o estado e ganhou repercussão nacional.

Gleici foi morta dentro de casa pelo próprio marido, o engenheiro agrônomo Daniel Bennemann Frasson, de 36 anos, que também tentou matar a filha do casal, uma criança de 7 anos, esfaqueando-a diversas vezes. A menina continua internada na UTI do Hospital Santa Rosa, em Cuiabá, se recuperando das lesões graves. Daniel, que teria histórico de crises emocionais e tentativas de suicídio, está preso na Cadeia Pública de Sorriso.

No desabafo, Caroline — filha de Gleici e enteada do acusado — compartilhou um vídeo com registros de momentos felizes ao lado da mãe, ao som da música Poema, interpretada por Ney Matogrosso. A canção, escolhida pela jovem, fala sobre superação, perdas e memórias afetivas.

Acordei em cada um dos dias, demorando abrir os olhos e ainda torcendo para que tudo fosse um grande pesadelo”, escreveu Caroline. “Dói, dói muito, dói todos os dias e a cada minuto. Mas você tem me trazido uma calma, uma força, que eu sei, mãezinha, que vem de você.”

No texto, a jovem afirma ainda sentir que a mãe partiu em paz. “Foi por amor que você ficou, se doou e tentou até o fim. Eu não te julgo e também não te culpo, afinal, o que você mais soube fazer nessa vida foi amar.”

Caroline também relembrou o carinho da mãe e afirmou que, mesmo em meio à dor, encontrou consolo em pequenos gestos: ouvir antigos áudios de voz, sentir o perfume favorito de Gleici e rever vídeos que registraram momentos entre as duas.

Esses vídeos mostram um milésimo do que era a vida com você. Dou risada lembrando das nossas conversas, piadas internas…”, disse, emocionada.

Agora, Caroline assumiu a missão de cuidar da irmã mais nova, que segue internada após sobreviver ao ataque. “Ela tem lutado firme, e posso dizer com tranquilidade que puxou a força da mamãe. Quando puder, entrego a ela seu abraço mais apertado”, afirmou.

O caso está sob investigação da Polícia Civil. Daniel, que alegou estar em surto no momento do crime, responderá por feminicídio e tentativa de homicídio qualificado. A tragédia levantou debates sobre saúde mental, feminicídio e proteção de crianças em situações de violência doméstica.

Te amamos por toda a vida e além dela”, finalizou Caroline.

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